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11/08/2015
Doces que conquistaram os londrinenses
"Acreditamos que é preciso trabalhar não só o paladar, mas também o visual, o olfato e outros sentidos. Doce é sinônimo de felicidade e bons momentos"

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Um hobby que virou trabalho, foi assim o início da trajetória do Ateliê de Delícias Hachimitsu (que, em português, significa mel de abelha). Com um conceito diferenciado de doces, baseado na suavidade do paladar e na apresentação visual impecável, atualmente o Hachimitsu conta com mais de 100 tipos de sobremesas, além de salgados, pães, sanduíches e uma linha de produtos zero açúcar e sem lactose. 
Com cinco lojas em Londrina e com projetos de extensão para outras cidades, o proprietário Nilo Kato conversou com o JG e contou um pouco da história de sucesso da empresa, criada há 10 anos em parceria com a esposa Suely Kato.

Jornal da Gleba - Como e quando surgiu o Hachimitsu?
Nilo Kato: Em 1990, minha esposa Suely e eu fomos morar no Japão. Ficamos lá por quinze anos. Nesse período, ela resolveu fazer um curso de confeitaria, por hobby mesmo. Quando retornamos ao Brasil, já com nosso filho, precisávamos montar algo para sobreviver, então foi aí que surgiu a ideia do ateliê de doces com o estilo dos japoneses. Montamos nossa primeira loja em 2005, na Av. JK, endereço que mantemos até hoje.

JG - Como foi o início do estabelecimento? O londrinense aceitou bem as sobremesas?
NK: Não foi fácil nem simples. Éramos quatro na equipe, eu, minha esposa, minha cunhada e um funcionário. O pessoal elogiava bastante o visual. O conceito monoporções, porções individuais, também foi aprovado, mas o sabor muito suave não agradava. Tivemos de adaptar a receita para o paladar dos brasileiros. 

JG - Existe uma sobremesa preferida pelos clientes?
NK: É difícil destacar uma, pois há períodos em que determinados tipos saem mais. No entanto, vou destacar a que sempre vende bem em qualquer época do ano, a "éclair" (bomba com massa levíssima e recheio de creme "patissier"). 

JG - Você gosta de doces? Tem um preferido?
NK: Gosto, mas não como todos os dias. Infelizmente, sou diabético há três anos e, desde então, só posso comer os nossos doces da linha zero açúcar. Já minha esposa é apaixonada por doces e come todos os dias.

JG - A última loja inaugurada foi a da Alameda Jardino na Gleba Palhano, há oito meses. Como foi a aceitação no bairro?
NK: Excelente! Desde a inauguração, o movimento só aumenta. Estamos muito felizes com o resultado. Além de tudo, a Gleba é um lugar totalmente diferenciado na cidade, um bairro lindo, tranquilo, onde pessoas ainda passeiam pelas ruas depois das nove da noite. Às vezes, fico com a sensação de que estou em outro país.

JG - Qual o segredo para atingir o sucesso?
NK: Acredito que trabalho duro e dedicação sejam primordiais. Antes, achava que sucesso era conquistar um bom resultado financeiro; hoje, vejo que não é isso. Sucesso é muito mais amplo. Minha felicidade e realização estão nos enfrentamentos dos desafios diários, no crescimento positivo da empresa, mas também no crescimento de toda a equipe. Ver os funcionários crescendo, felizes, e ver que os fornecedores, colaboradores e clientes também estão felizes com o seu produto e seu trabalho é o que me motiva e me realiza como pessoa. Não me sentiria feliz e satisfeito se os outros não estivessem.

Talita Oriani

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