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22/07/2015
Asfalto Perigoso
Afundamentos no asfalto dificultam o trânsito de motocicletas

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Não é novidade para ninguém que o asfalto das ruas da Gleba Palhano está em péssimas condições. Mesmo sendo considerada uma região nobre da cidade, moradores e trabalhadores daqui enfrentam os mesmo problemas de outros bairros, como os buracos e a falta de sinalização viária apropriada. 
Se não bastassem esses problemas, na Gleba Palhano o asfalto está cedendo em vários pontos, formando verdadeiras armadilhas para pedestres, motoristas e, principalmente, motociclistas. 
Porteiro do edifício Toulouse, Francisco de Assis já testemunhou diversos acidentes na Rua João Huss, envolvendo pedestres e motociclistas. "Bem em frente ao prédio em que trabalho tem um afundamento grande, já vi cada situação complicada! Uma vez, uma senhora quase caiu com um carrinho de bebê; por sorte, nenhum carro estava passando por perto. Também é muito comum os motociclistas se desequilibrarem, não sei como ainda não aconteceu algo mais grave", afirma.
Quem também não está nada satisfeito com essa situação perigosa é Misael Domingues, professor de biologia aposentado da UEL, motociclista e morador do edifício Vilanova Artigas. Ele também já foi vítima das péssimas condições do asfalto da Rua José Monteiro de Melo. Mesmo com 40 anos de experiência, por pouco não foi derrubado de sua motocicleta, uma Harley Davidson, modelo Electra Glide, quando entrava em seu condomínio, pois no local há uma grande quantidade de pedras soltas no asfalto. Na mesma rua, mas um pouco à frente, existe outro problema apresentado pelo professor Misael, um tampão da Sanepar que está afundando no asfalto, o quê, na opinião dele, pode causar o estouro de um pneu ou danos em carros com suspensões mais baixas. 
"Esses declives são extremamente perigosos para quem anda de moto, e não importa se a motocicleta é grande ou pequena, você só se dá conta do problema quando está dentro dessas deformações no asfalto. Imagine o perigo a que estão expostos os trabalhadores que fazem entregas à noite e nos dias de chuva. É preciso que a Prefeitura resolva esse problema, pois o risco de uma acidente fatal é iminente", alerta Misael Domingues. 
Além desses locais, o Jornal da Gleba percorreu outros pontos perigosos para os motociclistas. 

Fique atento para não ser vítima desses declives na Gleba Palhano: 

- Rua Maria Lúcia da Paz, próximo ao edifício Evolution: declive pequeno perto do tampão da Sanepar, mas que exige atenção.
- Rua Eurico Hummig: dois afundamentos, acima e abaixo do edifício Soneto, local bastante perigoso, declives grandes. 
- Rua Caracas, próximo ao final da Rua Antônio Pisicchio: em frente a uma obra, o pior local para o tráfego de motocicletas. Declive com pedras soltas, próximo a três tampões da Sanepar. O forte tráfego de caminhões agrava ainda mais o problema. 
- Rua Takabumi Murata, em frente ao condomínio horizontal, Pitanguá: afundamento médio, mas como fica em uma descida é o suficiente para derrubar uma moto. 

Tentamos falar com a Secretaria de Obras, nos dias 30 de junho e 1º de julho, mas fomos informados de que o secretário não poderia atender a reportagem. Solicitamos, então, falar com o responsável pela gerência de projetos e obras de pavimentação, mas fomos avisados que apenas o secretário Valmir da Silva Matos poderia responder às perguntas enviadas pelo Jornal da Gleba. 

Rafael Montagnini

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