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20/07/2015
Carlos Alberto Garcia
Eterno ídolo do Tubarão
Há 20 anos atuando no setor de vendas do Consórcio União, o ex-jogador, que é formado em Educação Física, já foi vereador, presidente da câmara e se tornou um dos maiores ídolos do Tubarão

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"Eu era muito feliz nessa época. Morava em um hotel que não tinha banheiro no quarto, ganhava muito pouco, mas jogava em um clube que eu amava, tinha bons amigos e um fusquinha amarelinho que se chamava "Fafá de Belém" e que fazia o maior sucesso", relembra saudosamente do ano de 1976, Carlos Alberto Garcia, ex-jogador do Londrina Esporte Clube (LEC).
Natural de Flórida Paulista (SP), Garcia, como é mais conhecido, contabilizou cerca de 300 gols na carreira e aposentou as chuteiras quase 30 anos atrás, porém, mesmo há tantos anos longe do gramado, continua sendo uma figura querida por grande parte dos londrinenses, sempre com boas histórias para contar. Confira a entrevista completa a seguir e conheça um pouco mais o ex-atleta.

Jornal da Gleba - Como foi o início da sua carreira no futebol?
Carlos Alberto Garcia - Comecei aos 14 anos no Corinthians. Gostava muito de jogar bola e o pessoal falava que eu jogava bem. Então, meu tio, que era prefeito e tinha amizade com o presidente do time na época, me levou para fazer o teste e acabei passando. Era muito bom nas jogadas de cabeça e no dia do teste fiz dois gols dessa maneira. Joguei durante sete anos no clube paulista, estreei no profissional em 1972, com 17 anos. Em dezembro de 1975, vim pra Londrina e iniciei minha história no LEC, clube que se tornou meu verdadeiro time do coração.

JG - Então, você torce para um time?
CAG - Sim! Torço somente para o Londrina. Assim como meu clube do coração, adotei a cidade para a minha vida. Considero-me londrinense e amo essa terra.

JG - Certamente foram vários os momentos marcantes na carreira, mas se tivesse que destacar um, qual seria?
CAG - Vou destacar dois, pois um é realmente impossível (risos). Em 78, numa partida pelo Campeonato Brasileiro, quase 55 mil pessoas estavam no Estádio do Café para assistir a partida contra o Timão. Foi recorde de público. Fiz o gol da vitória e me emocionei muito, fiquei uns dez minutos chorando depois de fazer o gol. E, em 81, fomos campeões paranaenses contra o Grêmio Maringá. O técnico Urubatão me pôs no banco nas finais e jamais me conformei. Estávamos empatando por 1 a 1, então, fui para o aquecimento sem o consentimento dele. A torcida me viu, começou a gritar meu nome. Ele me colocou e, de cabeça, fiz o gol do título.

JG - Por que resolveu entrar para a política? Como foi esse período?
CAG - Fui vereador de 1992 a 96 e presidente da câmara por dois anos. Também saí como candidato a vice-prefeito, com o Hauly, mas perdemos a eleição. Tive uma experiência rápida nesse cenário. Entrei achando que poderia resolver muitos problemas e mudar verdadeiramente as coisas, com o tempo percebi que não era bem assim. Fiquei decepcionado de não ter feito mais pela cidade.

JG - Qual a sua ligação com o esporte hoje?
CAG - Sou apenas torcedor e comentarista esportivo pela rádio Paiquerê FM. Gostaria muito de voltar a jogar bola de vez em quando, mas meu joelho não permite. Fiz três cirurgias e não posso mais. Minha única atividade física é o alongamento.

JG - Há quanto tempo mora na Gleba e do que mais gosta no bairro?
CAG - Mudei para cá há cinco anos e adoo o bairro. Além de ser lindo, tem tudo perto. Muitas vezes, vou a pé para o trabalho e isso é ótimo, fujo desse trânsito da região.

Talita Oriani

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