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12/03/2015
Cassandra ou Pollyanna?

Não estranhe.
Na mitologia grega, Cassandra foi uma jovem profetisa belíssima que se negou a dormir com Apolo. Por vingança, o deus lançou-lhe a maldição de que ninguém mais acreditaria em suas previsões. Cassandra tornou-se, assim, o padrão dos habituados a predizer o "fim da estrada" para planos, ideias, marcas, projetos etc. É aquela pessoa que insiste em ver só desgraças e o lado negativo das coisas, independentemente de lhe darem crédito ou não.
O oposto dessa personalidade é Pollyanna - personagem de um livro de Eleanor Porter, clássico da literatura infantojuvenil, publicado em 1913. Pollyanna é a personificação do otimismo, do bom e do positivo, a despeito de qualquer adversidade. Trata-se de um comportamento tão forte e desejável que em inglês existe a expressão: 'to be a Pollyanna about something', ou 'ser uma Pollyanna a respeito de algo'.
Na vida real, contudo, a solução para as grandes questões não se reduz à opção entre ser Cassandra ou Pollyanna, mas em ver as situações de modo realístico, assertivo e não sentimental, a fim de conhecer as causas e julgar com verdade e sabedoria.
Sucesso não é fruto apenas de ser otimista, assim como a derrota não é função só de pessimismo.
O fracasso quase sempre resulta de oportunidades perdidas, de más escolhas e da "ferrugem" que surgiu sobre a superfície daquilo que foi deixado ao léu e piorou gradualmente quando carecia de "polimento" e recuperação.
Lembre-se: problemas geralmente não explodem. Eles derretem!

Abraham Shapiro

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