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12/03/2015
Fernando Brevilhere
Editor chefe e comentarista da TV Tarobá, Brevilhere é completamente apaixonado pela profissão
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Natural de Cornélio Procópio, Fernando José Brevilhere iniciou seu contato com o universo dos meios de comunicação em 1987, como sonoplasta na rádio AM de um tio, sediada em sua cidade natal. Tendo começado com apenas 16 anos de idade, aos poucos foi se desenvolvendo como locutor e repórter, ao mesmo tempo em que se apaixonava pelo jornalismo. Um dos profissionais mais respeitados do estado tem uma carreira conceituada e uma bagagem com muitas histórias para contar. Confira a entrevista e conheça um pouco mais desse vizinho que viu a Gleba Palhano nascer.

Jornal da Gleba - Por que optou pelo jornalismo?
Fernando Brevilhere - Eu já estava trabalhando em rádio e gostava muito da comunicação, por isso, decidi pelo curso. Fui aprovado no vestibular da UEL em 1990 e me mudei para Londrina. 

JG - Como iniciou sua carreira na cidade?
FB - Durante o curso na universidade, consegui um emprego na rádio Paiquerê FM como operador de áudio. Quando faltava pouco para me formar, em 1994, comecei a trabalhar na Paiquerê AM como repórter. Três anos depois, assumi a direção do departamento como editor chefe. Ao todo, foram 18 anos de rádio.

JG - Em qual momento decidiu mudar para a tevê?
FB - Em 2008, recebi o convite e resolvi aceitar. Já pensava em trabalhar com tevê e, depois que comecei, me tornei um apaixonado por esse veículo. 

JG - Como foi essa mudança?
FB - Não foi tão difícil me adaptar devido à longa jornada no rádio. O jornalismo é um só e o que muda é a forma de transmitir a informação. A tevê gera um grande impacto social e dá mais trabalho para ser feita. Precisa de muita gente para acontecer, outra equipe, além de muitos recursos técnicos.

JG - Qual a importância do jornalismo na sociedade atual?
FB - O jornalismo é tido como o quarto poder, embora tenha gente que acredite ser o primeiro. É extremamente importante. Conseguimos mudar a sociedade por meio dele.

JG - Com a expansão da internet, você acredita no fim da tevê?
FB - Não acredito, assim como não acredito no fim do rádio. Hoje, na Tarobá, temos o site e é possível acessar os vídeos e assistir a TV de qualquer lugar, isso é cômodo e cabe perfeitamente no mundo atual. 

JG - Tem alguma matéria que o marcou mais?
FB - Impossível citar uma, pois foram várias. O caso AMA Comurb, a cassação do prefeito Barbosa Neto, mais recentemente tem o caso do Hospital da Zona Sul. Demos a notícia em primeira mão e, com o decorrer dos dias, o médico diretor do hospital pediu exoneração do cargo. Enfim, são muitas matérias que marcam.

JG - Por que escolheu a Gleba para morar?
FB - Quando mudei para cá, em 1999, a Gleba praticamente não existia. Era quase tudo terra e mato. Vi o bairro nascer. Londrina é uma antes e uma depois da Gleba Palhano, com certeza um marco para a cidade.

JG - O que acha do bairro hoje?
FB - É um lugar fantástico, supervalorizado, mas está com uma ocupação alta e tem muitos problemas, como: algumas ruas estreitas demais, ruas sem terminar, falta de calçadas e sinalizações. Enfim, são problemas que ocorrem devido a esse crescimento rápido e não planejado. Precisamos urgentemente começar a planejar o desenvolvimento dessa região.

Por Talita Oriani

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