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11/02/2015
Em busca de aventura
Paraquedista desde os 16 anos, Fábio Pelayo conta como o esporte mudou sua vida

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Prestes a completar 20 anos de paraquedismo, Fábio Pelayo possui em seu currículo mais de 3.900 saltos, um título de campeão brasileiro na categoria Pilotagem de Velames, conquistado em 2008, além de uma participação no Campeonato Mundial de 2012, realizado em Dubai, nos Emirados Árabes. Aos 36 anos, o paraquedista londrinense, que também é administrador de empresas, divide-se entre as duas lojas da família e a escola de paraquedismo na qual é instrutor. Confira a entrevista:

Jornal da Gleba - O que o levou a praticar o paraquedismo?
Fábio Pelayo - Sempre adorei tudo o que envolve velocidade e, principalmente, avião. Eram as duas coisas que mais me chamavam atenção na vida. Quando eu era moleque, era fã do Top Gun, adorava esses filmes de aventura, eu sempre quis aventura. Aí, um dia eu soube que existia paraquedismo, que não era só coisa de louco, era um esporte que dava para praticar. Nele, estavam juntas as coisas de que eu mais gostava, a aventura em si, a altura, a velocidade, a aviação. Então, na época, resolvi fazer o curso.

JG - Você participa de competições?
FP - Sim, além de ser instrutor pela escola, sou competidor e estou sempre participando de todos os recordes brasileiros que têm de formação. Sou um dos capitães do grupo BRDT (Brazilian Dream Team), que é um grupo de recordes. Existem várias modalidades e eu sou competidor da modalidade Pilotagem de Velame. Comecei o paraquedismo normal, para curtir, depois virei atleta. Aí, comecei a praticar, participando de alguns campeonatos brasileiros, até chegar ao campeonato mundial. Acho que praticar e competir são as melhores formas de evoluir.

JG - Recentemente, vocês perderam um amigo em um salto de paraquedas.  Conviver com o perigo faz parte desse esporte?
FP - Era um amigo nosso e ficamos muito tristes. Foi um acidente infeliz, o paraquedas em si funcionou, mas alguma dificuldade que ele teve, não dá para dizer precisamente o que foi. Na hora do pouso, ele bateu, e do jeito que bateu, acabou vindo a falecer. Uma pessoa super amiga nossa, foi uma infelicidade, mas foi um acidente que pode acontecer. A chance, pelo esporte em si, é pequena; existem riscos, mas eles são bem controlados.

JG - Como você descreve a sensação de saltar de paraquedas?
FP - Essa é uma das perguntas que a gente ouve muito e acho que é impossível descrever. Volta e meia as pessoas que vêm fazer salto comigo me perguntam: "Mas como é a sensação?". Eu geralmente falo: "A hora em que você pousar, você me explica". A pessoa pousa e eu pergunto qual foi a sensação, e ela responde: "Não consigo explicar (risos)". 

JG - O que o paraquedismo representa para você?
FP - Acho que o paraquedismo mudou minha vida mesmo. Comecei o paraquedismo achando que era uma coisa de louco, e que eu era até meio doido. O paraquedismo mudou minha vida mesmo porque me pôs limites, porque é um esporte em que é preciso respeitar limites, e que exige muita dedicação pessoal. Então, hoje, o paraquedismo é uma parte enorme da minha vida, o meu maior círculo de amizades é do paraquedismo, faz parte da minha vida totalmente.

Carol Ferezini 

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