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13/03/2021
Amuleto da sorte


Você já teve um amuleto da sorte? Se já, seja bem-vindo, entre sem cerimônia, estávamos esperando você. Se nunca teve um e nem acredita muito nisso, não tem importância, venha, este texto também é para VOCÊ.

Em nossa família, algumas histórias vivem se repetindo. Umas boas; outras nem tanto. Essa que decidimos contar é boa, fala de amor. E sorte.

Muito tempo atrás, uma moça chamada Rita ganhou um par de brincos de rubi de um jovem rapaz. Eles estavam apaixonados, queriam se casar e aquele presente foi o pedido dele. Anos e anos depois, no final da vida, Rita era uma velha de 100 anos; em suas orelhas cintilava o brilho do ouro antigo, cravejado pelo vermelho do rubi. Então, ela arrancou os brincos num gesto impetuoso e deu para a neta mais nova. Os brincos eram mágicos; traziam uma vida de sorte e um casamento de muito amor.

A neta de olhos verdes guardou o amuleto como uma joia rara. E passou a usar o par de brincos somente em ocasiões especiais. Sentia uma energia poderosa toda vez que os botava na orelha. Acontece que, numa noite quente e estrelada, chegando em casa de uma festa, notou que faltava um dos brincos. Sua sorte estava arruinada? Os brincos eram mágicos, ela sabia. E perdê-los... Que horror! Que horror! Voltou ao salão de festa, nada. Procurou pelo caminho, no carro, na roupa, na bolsa, ligou para as amigas... Nada. Decidida, foi a relojoarias, faria outro igual. Talvez pudesse enganar a sorte. Nenhum ourives se habilitou a realizar seu pedido. O ouro era antigo, de tom avermelhado, já não se encontrava mais. A neta de olhos verdes não desistiu. Passou a usar o brinco como um amuleto solitário. Não era a mesma coisa, mas era melhor que nada.

E os anos se passaram, até que, em um dia qualquer, numa limpeza um pouco mais caprichada, o marido da neta achou o brinco que faltava, soterrado num vão escuro do sofá. Imediatamente, ela arrancou os sapatos e dançou. No fundo, ela sabia que a sorte e o amor dados pela avó velha e sábia nunca a tinham abandonado.

A neta de olhos verdes é uma de nós duas. E por esses dias botou o par de brincos-amuleto para uma ocasião mais que especial. Sentou-se em frente à tela de seu computador para encontrar outras mulheres e se envolver em uma conversa sobre sorte e amor. Izildinha Fraga, uma terapeuta e guardiã de histórias, convidou algumas mulheres (entre elas, as Irmãs de Palavra) para um grupo de estudo e conversa sobre o livro A CIRANDA DAS MULHERES SÁBIAS, de Clarissa Pinkola Estés.

Desde então, todas as quartas-feiras, estamos remotamente encontrando novos amuletos quando ouvimos histórias de mulheres sábias. É que nada nesta vida pode nos trazer mais sorte e amor do que as bênçãos que oferecemos um para o outro. Numa boa conversa, num presente verdadeiro ou por meio de uma história mágica, tanto faz!

Boa sorte!

Beijos,

Irmãs de Palavra

@irmasdepalavra

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