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12/01/2021
Anitta e o assédio moral


Como sua empresa pode se aproveitar desse exemplo

Conduta abusiva, intencional e frequente, que fere a integridade da pessoa com o objetivo de desacreditar alguém por meio do seu isolamento, xingamento, palavras ofensivas, grosseiras e apelidos pejorativos remete a algo?

Isso é assédio moral, assunto altamente discutido, uma vez que, em casos de condenações trabalhistas, vai afetar profundamente o financeiro da empresa.

E qual a relação entre sua empresa, assédio moral e Anitta?

Recente série realizada pela Netflix trouxe a exposição pessoal e profissional da cantora, inclusive seu relacionamento com os empregados.

Nos capítulos da série, há alguns momentos em que a empresária e cantora age de forma inadequada com seus subordinados, produzindo um ambiente de trabalho hostil e, por vezes, gerando constrangimentos.

Falar que a pessoa é burra, incompetente, não sabe entender o que é falado e/ou dar apelidos pode caracterizar o assédio moral.

O assédio moral pode vir de uma relação de hierarquia ou até mesmo entre colegas de mesmo nível, sempre fazendo com que a pessoa assediada se sinta desacreditada, com o receio de perder o emprego e prejudicando, inclusive, o ambiente de trabalho.

Além das perdas financeiras, com o pagamento de indenizações, há outras consequências, como: apresentação de atestados médicos e afastamentos previdenciários, doenças psicológicas e queda da produtividade.

Outro ponto prejudicial para a empresa é a sua exposição negativa perante consumidores e o segmento no mercado, uma vez que o mundo corporativo tem buscado, cada vez mais, relações empresariais pautadas no compliance (boas práticas empresariais – inclusive, trabalhistas).

Se você verificar essa situação, deve proceder da seguinte forma: primeiro, abrir um inquérito administrativo para apuração de falta grave; segundo, levantar se outras situações semelhantes já ocorreram; terceiro, aplicar, o quanto antes, medidas disciplinares, podendo ocasionar inclusive a justa causa do (a) assediador (a).

 

Além disso, deve imediatamente informar ao jurídico trabalhista, para que haja análise jurídica do caso e medidas apropriadas possam ser adotadas.

  Por Mayara Bispo

@mayarasbispo

*Advogada trabalhista empresarial, inscrita na OAB/PR nº 55.423, pós-graduada em direito do trabalho e processo do trabalho pela PUC/Londrina; pós-graduada em direito previdenciário pela UEL; certificada pela FGV/SP em gestão de pessoas e compliance e em direito do trabalho, RH e reforma trabalhista pelo Insper

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