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08/10/2014
Guto Bellusci
Discrição e responsabilidade
O vice- prefeito Luiz Augusto Bellusci Cavalcante acredita que a função de um vice vai além de apenas apoiar o prefeito
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"Tento ser discreto, dar ideias, participar, além de estar em sintonia com a sociedade civil". São essas as palavras de Luiz Augusto Bellusci Cavalcante, 48 anos, atual vice-prefeito de Londrina. Questionado sobre a sua função na prefeitura, ele acredita que participação e dedicação são as principais qualidades de um bom vice. Nascido na Santa Casa de Londrina, Luis Augusto teve uma infância dedicada aos estudos, no Colégio Hugo Simas e, posteriormente, no Colégio Londrinense. 
Formou-se em Engenharia Civil, pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e, depois da graduação, foi para São Paulo, onde trabalhou em uma empresa de engenharia. "Voltei para Londrina em 1993, mas, já em 1997, retornei a São Paulo e fiquei por lá até 2010, trabalhando, dessa vez, com gestão de informação. Logo depois que voltei para cá, veio o processo eleitoral, em que me tornei vice do prefeito Alexandre Kireff, meu amigo desde a infância", concluiu. Luiz Augusto Bellusci é morador da Gleba Palhano há dois anos. A opção pelo local se deu por conta da proximidade com seus pais, residentes no Edifício Mogno, desde o início da construção do bairro.

Jornal da Gleba - Como surgiu o seu interesse pela política?
Luiz Augusto Bellusci - Vim de uma família que sempre incentivou a questão da informação e da importância da política. Tive um tio que foi militante na época da ditadura, minha mãe participou do movimento da anistia e eu comecei com o movimento estudantil em uma época já de democracia no Brasil. Sempre tive esse interesse,  quando surgiu a oportunidade para ser vice-prefeito eu aceitei.  

JG - Qual é a sua posição política?
LAB - Meus amigos de esquerda dizem que sou de direita, enquanto os de direita dizem que sou de esquerda. Sou um social-democrata, acredito que precisamos gerar riqueza para poder dividi-la. Acredito no empreendedorismo, em um estado eficiente. 

JG - O que faz um vice exatamente?
LAB - A responsabilidade legal de um vice é substituir o prefeito ou cumprir missões determinadas por ele. Acredito que minha função seja a de respeitar a decisão do prefeito e assumir a minha posição com discrição. Quando não há esse respeito, acabam acontecendo brigas entre o prefeito e o vice, o que não ocorre no nosso caso. Tenho uma atuação discreta e, ao mesmo tempo, estou preparado para assumir o cargo. Não é um trabalho fácil. 

JG - O senhor e o prefeito já tiveram alguma desavença?
LAB- A gente tem algumas discordâncias, mas que não chegam a ser desavenças. Nós temos experiências de vida diferentes; então, é claro que discordamos em alguns assuntos. O importante é que a estratégia é a mesma. De investir em infraestrutura, na capacitação de pessoas, na recomposição da capacidade administrativa da prefeitura. Só quem está lá sabe o desafio que é recompor essa capacidade de gestão da prefeitura. As coisas estão acontecendo, estamos trabalhando numa reforma administrativa. 

JG - O Conselho de Condomínios Residenciais da Gleba Palhano é contrário ao aumento do IPTU 2015, por entender que há outras maneiras de aumentar o caixa da prefeitura, como, por exemplo, a cobrança de impostos dos grandes devedores, atração de mais indústrias, e eficiência administrativa. Como o senhor enxerga essa questão?
LAB - É uma mudança necessária. Na verdade, não é um aumento de impostos, é uma atualização de valores, uma questão de justiça fiscal. O problema é que as gestões populistas do passado não fizeram o que tinha de ser feito. É uma atualização que deve ser feita a cada dois ou três anos. Nas outras cidades, acontece dessa maneira. Acontece que, quando não há essa atualização há um bom tempo e você precisa fazê-la, acontece esse problema. Se não for feita este ano, deverá ser feita no próximo ou no outro. 

Isabela Nicastro
Foto: PML/N.COM

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