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13/05/2020
Você sabe escolher um sofá?

Você sabe escolher um sofá?

Este mês falaremos de um assunto um pouco menos “arquitetônico”, mas não menos importante; afinal, quem de nós não busca incessantemente por conforto?
Pois é, já falamos dele aqui em outras esferas: conforto lumínico, ligado à iluminação correta; conforto sensorial, ligado à presença de vegetação e cores nos ambientes; e, agora, no universo do conforto físico, que abrange milhares de situações e possibilidades, falaremos de um item essencial nas residências, o sofá.
De origem elitista, nos tronos de governantes, a peça se difundiu após a revolução industrial e, principalmente, com a popularização da televisão, enquanto cultura familiar.
Já passou por vários modismos (quem não se lembra dos enormes sofás em L das décadas de 1980 e 1990?) e hoje possui abertura para compor diferentes espaços com formatos e materiais bastante heterogêneos.
No momento da escolha de um sofá, o básico é atentar para as dimensões, que estão diretamente ligadas à função que a peça deverá desempenhar.
Podemos partir de uma realidade corporativa, que muito se assemelha à uma sala estritamente de estar em uma residência.
Ao pensarmos no uso do sofá nesses espaços, entendemos que os usuários passarão pouco tempo neles; logo, apesar do conforto, trabalharemos com peças mais enxutas e com um sentar mais ereto. Normalmente, são os sofás mais bonitos e que têm os desenhos mais elegantes.
Os tecidos podem variar bastante, mas couro e tecidos mais sintéticos seriam apropriados por sua facilidade de limpeza e baixa manutenção, principalmente com fluxo de pessoas.
Já em ambientes de TV, onde provavelmente deitaremos para assistir alguma coisa e, quem sabe, tirar uma soneca, a exigência de conforto é maior.
Nesse rol, encontraremos diversos modelos, como os famosos retráteis e/ou reclináveis. Como são expansíveis, suas dimensões são avantajadas. Esses modelos quase sempre perdem no quesito elegância.
Sobre os tecidos, aí vale a pena ter um pouco mais de cuidado e se preocupar com o “toque”. As fibras com algodão na composição deixam os tecidos mais naturais e com toque mais agradável. Alguns sintéticos também são muito confortáveis. Deve-se ficar atento, nesse caso, ao excesso de brilho e se ele não apresenta desgaste com facilidade, diminuindo a vida útil da peça.
O mercado é bastante generoso e encontramos ótimos sofás, tanto de marcas consagradas internacionalmente quanto de produções mais artesanais. A qualidade e a densidade das espumas influenciam bastante nesse quesito, assim como os assentos com sistema de molas (parecidos com camas).

Por fim, algumas dicas:
Dica 1: Nunca adquirir uma peça muito colorida ou chamativa para ambientes tradicionais. O sofá é um item volumoso e que chama atenção no espaço. Quanto mais neutro, mais fácil será sua composição no local. Deixe as cores para as almofadas e xales.
Dica 2: Sempre que possível, impermeabilize o sofá, principalmente quando há crianças como usuárias do espaço. A impermeabilização não garante que as manchas não ocorram, mas retarda a absorção dos líquidos pelas fibras, o que aumenta o tempo útil para limpar/secar, possibilitando assim o mínimo dano possível.


Por Léo Sturion, arquiteto.

 

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