Notícias

11/02/2020
Conheça os principais tipos de pisos

Conheça os principais tipos de pisos

Um momento em que ocorrem diversas dúvidas, e muitos equívocos também, é o da escolha do piso. O ideal é recorrer a um profissional da área que especificará corretamente o melhor revestimento para cada situação, uma vez que é ele o responsável legal pelas definições projetuais.

Contudo, no caso de o cliente final preferir definir sozinho o material, é importante ter consigo algumas informações básicas para não acatar cegamente o que o vendedor, às vezes por desconhecer o contexto, sugerir. Em outra ocasião, poderemos discorrer melhor sobre as particularidades de cada tipo de piso; por ora falaremos sobre as principais características das opções mais comuns disponíveis no mercado.

O porcelanato é hoje quase unanimidade nos projetos e estará presente em pelo menos algum ambiente molhado. Ele não deixa de ser um material cerâmico, o que o diferencia das cerâmicas tradicionais é sua matéria-prima. Com diferentes formatos (desde os menores até 1,6x3,2m) e padrões (amadeirados, marmorizados, granilite, cimentícios etc.), é extremamente versátil em seu uso, podendo ser aplicado em fachadas, tampos de mesas e bancadas, revestimentos de paredes, além de assentado no piso, claro.

As principais características a serem analisadas são o seu PEI (resistência à abrasão – já abandonado por algumas marcas com altos níveis de excelência) e o tipo de acabamento, sendo os mais conhecidos: polido, acetinado e natural (ou hard). Essa nomenclatura também pode variar um pouco de uma indústria para outra, mas basicamente vai do mais liso (brilhante, polido) para o mais antiderrapante.

Por norma e questões de segurança, todo piso de área molhada (banheiros, cozinhas, lavanderias) não pode ser liso/escorregadio; deve ser, no mínimo, acetinado. Os mais aderentes são destinados às áreas externas.

Sobre os pisos laminados e vinílicos temos as seguintes características: ambos são comumente vendidos em réguas; são fáceis e rápidos de instalar (podem ser colados ou clicados); possuem prioritariamente padrões amadeirados, muito indicados para reformas. Com boas propriedades térmicas, a maior diferença está em seu material constituinte: laminado tem base de madeira e outros elementos sintéticos; já o vinílico tem base emborrachada, o que garante maior conforto acústico (não acontece o toc-toc).

Os vinílicos colados têm sua versão em manta e são indicados principalmente para locais relacionados à saúde, por serem inteiriços e assépticos. Encontram-se disponíveis também no formato de placas, como os novos carpetes (mais tecnológicos), ideais para locais que demandam melhora na acústica ou para escritórios em edifícios nos quais o piso é elevado.

Ainda temos o cimento queimado, o piso epóxi (“porcelato líquido”), o assoalho de madeira, as pedras naturais, e uma infinidade de opções. Vale ficar atento às necessidades de cada local, bem como às questões de segurança e de manutenção ao longo da vida útil do produto, para que a escolha não se torne um arrependimento.


Por Léo Sturion

Busca