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12/09/2019
Sucesso em um mundo corporativo cada vez mais globalizado

Sucesso em um mundo corporativo cada vez mais globalizado

Para Cláudia Taha, saber um idioma diferente da língua materna é um diferencial no mundo corporativo, ajudando a romper barreiras e limites pessoais e abrindo portas para a ascensão profissional

 Por Juliana Leite

Cláudia Taha atua há mais de 25 anos no ensino de idioma estrangeiro. A sócia proprietária do College Language Center, escola especializada em atendimento de adultos, executivos e público organizacional desde 1996, já lecionou em universidades estaduais e federais dentro e fora de Londrina. Apaixonada pela língua inglesa, ela também tem se dedicado, na última década, a uma das suas mais recentes empreitadas: a tradução simultânea para grupos ligados ao agronegócio.

Sua trajetória passa por diferentes estados do Brasil, países da Ásia e Europa e, é claro, boa parte dos Estados Unidos. Para ela, saber um idioma diferente da língua materna é um diferencial no mundo corporativo. “Abre as portas para que os profissionais se comuniquem com outras comunidades, outras agendas, em um mundo cada vez mais globalizado.”

Jornal da Gleba – Quando começou seu interesse por uma língua estrangeira?

Cláudia Taha - Sempre tive muita vontade de conhecer o mundo. Acredito que saber um novo idioma significa romper as barreiras e os limites de cada um. Estudei inglês durante toda a minha adolescência, fiz Letras na UEL, comecei uma especialização e logo fiz um mestrado pela PUC-SP. Nesse meio tempo, quando terminei a faculdade, passei uma temporada na Inglaterra para aperfeiçoar o inglês. Quando retornei ao Brasil, comecei o doutorado e tive algumas experiências dando aula em universidade, escolas particulares e na Fundação Universidade Federal de Rondônia e também na UEL, aqui em Londrina. Há 23 anos, eu e minhas sócias abrimos o College, focado no ensino de idiomas para adultos, algo que não existia na cidade.

 Por que é tão importante saber outro idioma?

É uma janela que se abre para o mundo. Se você souber se comunicar, saberá resolver problemas, conhecer pessoas, ter acesso a informações. Hoje, as empresas não são mais locais, são globais também. Para ter uma ascensão profissional, é preciso ter uma boa educação e fluência em outros idiomas, principalmente o inglês. 

Como funciona o intercâmbio para executivos? Por quanto tempo o profissional fica fora do país?

 Quando um profissional chega a um nível de fluência do idioma, se tiver tempo, disponibilidade e capacidade de investimento, podemos auxiliá-lo num intercâmbio no exterior. Quem faz o intercâmbio na vida adulta profissional tem mais de 30 anos e não pode ficar muito tempo fora. Então, a viagem dura de duas a cinco semanas. Alguns se dispõem a ir com a família inteira e organizamos cursos para os filhos já adolescentes e esposas. Temos de escolher o melhor lugar e a melhor experiência possível; afinal, precisamos trazer resultado de alta performance para esse grupo de alunos.

 Qual o principal benefício dessa experiência na vida das pessoas?

Além do aprendizado do idioma, também há benefícios de crescimento pessoal, já que quem procura por esse programa não teve oportunidade de aprender inglês antes e enfrenta barreiras pessoais, emocionais e psicológicas.

Quais são as exigências para atuar como intérprete no agronegócio?

Posso dizer que 90% do sucesso é a preparação, tem de fazer um glossário e estudar muito. No caso do agro, assino jornais especializados, leio muito, estudo sobre controle de pragas, como funciona a linguagem do homem do campo, princípios ativos, principais culturas e ameaças.  É um trabalho de que gosto muito, de ser interlocutora e levar informações do Brasil para fora e também viajar pelo mundo todo. É uma experiência pessoal enriquecedora!

 

Por Juliana Leite

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