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16/06/2019
Um dos maiores radialistas do Brasil está em Londrina, morando na Gleba

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Um dos maiores radialistas do Brasil está em Londrina, morando na Gleba

“A vida me deu mais do que eu sonhava, mas não mais do que eu merecia. Continuo sonhando, mas hoje não estou em busca de nada, só quero ser feliz”

 

Um garoto humilde, nascido em Urucânia, interior de Minas Gerais, e que, aos 12 anos, foi estudar em Mariana para ser padre. Teve um embasamento religioso grande; mas, aos 17 anos, acabou não dando continuidade aos estudos porque não tinha vocação. Lá, na época do seminário, fazia aulas de teatro e foi a partir disso que o interesse pelo meio artístico surgiu. Ao começar nessa parte mais artística, enveredou para o lado da comunicação, em rádio, ainda em Minas Gerais. Com o sucesso na audiência, acabou indo para o Rio de Janeiro, trabalhar na rádio Tupi, e depois na rádio Globo AM, onde foi líder de audiência e permaneceu por 14 anos.

Casado, pai de cinco filhos, frutos de dois casamentos, e com dois netos, Paulo Lopes acaba de estrear seu programa “Show do Paulo Lopes”, que vai ao ar de segunda a sexta-feira, das oito às dez da manhã, na Massa FM, 97.3. A primeira meia hora do programa é destinada a assuntos voltados a comportamento, sentimento e emoção e, na sequência, há uma hora e meia de debate, com convidados diversos. O programa, que é a marca registrada do radialista, foi sucesso por 15 anos na Rádio Capital AM, em São Paulo.

Jornal da Gleba - Por que escolheu Londrina?

Paulo Lopes – Estava em São Paulo havia muitos anos, fiz muito sucesso, ganhei dinheiro e já tinha uma vida boa, mas não uma qualidade de vida. Minha irmã, que estava morando aqui, falou muito bem da cidade. A partir disso, senti vontade de conhecer e buscar outros voos. Acabei encontrando o Ratinho, que hoje é o cara que, na comunicação, comanda o Paraná, e ele me convidou pra vir pra Rede Massa. Ele queria que eu fosse pra Curitiba, mas eu queria Londrina, queria uma cidade grande, mas com ares de interior. Escolhi Londrina pra ser feliz; por isso, vim pra cá. Já fui primeiro lugar em Minas Gerais, primeiro lugar em São Paulo e primeiro lugar no Rio de Janeiro, não preciso provar mais nada pra ninguém nesse aspecto. Agora, eu só quero ser feliz.

Do que mais gostou na cidade?

A organização e o povo mais interiorano. As pessoas aqui são mais calmas, não tem aquela correria e estresse, não tem poluição; essa cidade é linda demais e as pessoas são muito bonitas. Vocês, que moram aqui, não têm noção do quanto essa cidade é boa e linda.

 

Quem é sua maior referência no rádio?

Foi o Paulo Gracindo, que era um grande ator e radialista. Tive o privilégio de trabalhar com ele.

Qual o significado do rádio para você?

Minha vida foi o rádio. Tudo que tenho e sou, devo a ele. O que mais ganhei do rádio foram relações humanas. Ele me proporcionou muito conhecimento e bons relacionamentos.

 

É verdade que você foi amigo de Nelson Rodrigues e Raul Seixas? Quais outros amigos famosos você tem?

Tenho muita abertura no meio político e artístico, devo isso ao rádio. Sim, fui amigo do Raul Seixas, fiz muitos shows com ele. Tive o privilégio de conhecer o Nelson Rodrigues, trabalhava no mesmo prédio, na Globo Rio, onde ficavam a rádio e o jornal O Globo; então, eu cruzava com Nelson Rodrigues, João Saldanha, Maysa Matarazzo... Pude conversar e conviver um pouco com essas pessoas. O Nelson era fluminense como eu. Fiquei amigo do Roberto Carlos, do ex-governador José Serra, do filósofo londrinense Mário Sérgio Cortella, do apresentador Amaury Júnior, entre outros.

 

O que gosta de fazer em seus momentos fora do trabalho?

Gosto de cozinhar, caminhar, ficar em casa e, por incrível que pareça, ainda gosto de fazer sexo. Sou casado com a Rita, que é minha segunda esposa e o grande amor da minha vida; sou um homem que acredita no amor e nas relações amorosas.

 

O que é preciso para ter sucesso?

Acredito que você só é vencedor se tiver vocação. Não faça nada só pra ganhar dinheiro. Se não tiver vocação, não terá sucesso. Pode ser médico, advogado, jornalista, enfim, tem de ter vocação.

 

Por Talita Oriani

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