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14/03/2019
Um perigo nas alturas

Um perigo nas alturas

Brincadeiras envolvendo sapatos e fiação elétrica podem gerar consequências graves

Vez por outra, deparamos com um par de sapatos ou tênis com cadarços amarrados, jogados, a título de brincadeira inconsequente, em cabos elétricos ou telefônicos, a cerca de 5 metros de altura. E ficarão lá, enroscados, a menos que alguém os retire – quando da poda de árvores ou de serviços de manutenção –, ou que caiam, por conta do rompimento dos cadarços por degradação, ventos, chuvas ou curto-circuito. 

Tais calçados, estando cheios de água de chuva, oferecem condições propícias para o desenvolvimento de Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue e da febre amarela urbana. 

Outra ocorrência factível é que, ao tracionar dois cabos elétricos sem isolante, provoquem um curto-circuito. Isso também é um fato possível em dias de chuva, quando os cadarços molhados podem provocar curto-circuito, trazendo  consequências, diretas e indiretas.

Além disso, tais calçados, quando molhados, podem ter uma massa de mais de dois quilos de peso. Ao cair, poderão causar um impacto equivalente a algo em torno de 50 vezes sua massa inicial, ou seja, “uma tijolada”. 

 Se porventura, no momento da queda, esse “torpedo” atingir um veículo, um motociclista, um ciclista ou mesmo um transeunte, criança ou adulto, que estejam passando pelo local, não é difícil imaginar os danos materiais e humanos e as consequências diretas e indiretas que esse ato irresponsável tem potencial de acarretar.

Por conta disso, e esse é o objetivo do artigo, nunca é demais alertar as pessoas para que evitem tão perigosa brincadeira.

 

Mário Jorge de O. Tavares

 

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