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17/01/2019
Onda conservadora - O youtuber paranaense Bernardo Kuster integra o grupo de novos astros da mídia brasileira de direita
Conservador com muito orgulho
Bernardo Kuster já comprou briga com a Arquidiocese de Londrina, não poupa críticas à esquerda e planeja o lançamento de seu primeiro filme em 2019

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Curitibano de nascimento, londrinense de coração, o youtuber Bernardo Kuster faz parte do grupo de novas estrelas do pensamento conservador brasileiro. Para quem diz ter começado despretensiosamente a postar vídeos e pensamentos nas redes sociais, os números de Bernardo impressionam. São aproximadamente 580 mil inscritos em seu canal no YouTube e mais de 120 mil seguidores no Instagram e Twitter.  “Nunca dei bola para o YouTube, assistia um ou outro canal de debate de política internacional; por isso, ainda acho inusitada essa repercussão que os meus vídeos ganharam”, afirma.  
A maioria dos vídeos produzidos pelo youtuber ultrapassa as 200 mil visualizações. Em seus vídeos, Bernardo aborda principalmente temas como política, teologia, comportamento e redes sociais. De acordo com Kuster, seu primeiro vídeo no YouTube estreou em julho de 2017; nele, criticava a censura do Facebook em relação a diversos perfis alinhados ao espectro direitista da política brasileira. Católico fervoroso, não poupa críticas à Teologia da Libertação e aos sacerdotes católicos alinhados a partidos de esquerda. 
Filho de um médico e uma professora de design de moda, Bernardo Kuster conta que passou a infância e boa parte da juventude na capital paranaense, mais precisamente no bairro do Alto da Glória; conta ter recebido uma educação conservadora, mas sem exageros.  Em 2000, aos 20 anos, veio a Londrina para acompanhar a mãe, que havia passado em um concurso para professora do Departamento de Design de Moda da UEL. Bernardo é formado em economia pela Universidade de Ferrara, na Itália; trabalha também como tradutor e palestrante. Atualmente, é aluno de pós-graduação do filósofo Olavo de Carvalho.  Entre um vídeo e outro, Bernardo recebeu o Jornal da Gleba para esta entrevista:

Jornal da Gleba – Como nasceu a ideia de ter um canal sobre os temas que aborda; quem o ajuda?
Bernardo Kuster – Tenho um grande amigo, o professor Carlos Nadalin, que me ajudou muito com esse projeto. No início do canal, ele me ensinou muitas coisas sobre como produzir para o YouTube. Nunca tive a pretensão de ter essa repercussão toda que alguns vídeos geraram. Hoje, faço tudo sozinho, escrevo os textos, faço a gravação e edito tudo.  

JG – Como já publicou alguns vídeos críticos ao trabalho da CNBB, o que pensa sobre essa organização e sobre Dom Geremias Steinmetz na condução da Arquidiocese de Londrina?
BK – É um órgão autorizado pela Igreja, merece respeito, mas acho que a CNBB funcionaria melhor sem ter ideologia política. Sobre Dom Geremias Steinmetz, acredito que o arcebispo está afastado do povo. 

JG – Quais são suas preferências no YouTube e o que não suporta ver?
BK – Gosto de ver debates internacionais sobre política, gosto de vídeos sobre a fé cristã, assisto também entrevistas mais jocosas como as da Rádio Jovem Pan e do programa do Danilo Gentili. Não suporto gente histérica como o Cauê Moura e o Felipe Neto. 

JG – Do que trata esse seu primeiro filme – Eles estão no meio de nós –, que está em fase de pós-produção?
BK – Quero contar a verdadeira história da Teologia da Libertação e de outras vertentes de esquerda dentro da Igreja Católica; quero mostrar seus malefícios à fé católica. Desde os anos 1960, essa “teologia” investe sobre as camadas de base, na “formação” em escala de intelectuais e na difusão ideológica marxista dentro da Igreja.

Rafael Montagnini

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