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10/12/2018
Vandalismo na Gleba Palhano - Moradores relatam casos de vandalismos cometidos por adolescentes moradores do próprio bairro
Vandalismo assusta moradores
ConGP faz acordo e toma providências com relação a adolescente que danificou placa de rua. Adolescentes são autores de pedradas a residências

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A data, 12/10/18; o horário, 19h33. O vídeo, gravado por câmera de segurança em um condomínio da Gleba Palhano, mostra quatro adolescentes caminhando na esquina da rua Caracas com a rua Eurico Hummig. Dois adolescentes param ao lado do poste, onde estão instaladas placas com os nomes dos respectivos logradouros. Um deles se prepara para subir no poste. E no momento em que, supostamente, ninguém o observa, sobe, arranca a placa da rua Caracas e sai em caminhada com o amigo que o encobre.
As placas informativas, com o nome das ruas, foram financiadas, adquiridas e instaladas pelos próprios moradores do bairro, intermediados pelo ConGP (Conselho de Condomínios Residenciais e Comerciais da Gleba Palhano). Elas conferem identidade visual à região e melhor comunicabilidade – diferenciam-se das placas de rua existentes no município.
O adolescente que praticou o ato infracional foi identificado pelo ConGP. De acordo com Marcus Ginez, presidente do Conselho, ele compareceu à entidade junto com sua mãe, quando então foi feita uma advertência verbal a respeito do ocorrido. “Não acionamos órgão policial e judicial, por entendermos não ser necessário. O objetivo não era o de incriminar ninguém”, avaliou Ginez. A placa foi ressarcida e, de comum acordo, o adolescente prestará serviços à comunidade pelo ConGP.
Para Ginez, fatos como esse devem ser resolvidos com protagonismo dos moradores. “A comunidade tem participado ativamente de situações assim, denunciando o que acontece. Da mesma forma como ocorreu no roubo dos estepes” – há alguns meses ladrões de estepes de carro foram filmados e identificados por condôminos da Gleba. “Espero que o exemplo sirva para os demais bairros da cidade. O ideal é que moradores fiquem atentos e que crimes não fiquem impunes”, conclui Ginez.
Mais vandalismo - O vendedor agrícola Gabriel Gomes Cabral Lima conta que já passou por diversas situações de vandalismo em sua própria residência. A família de Lima é moradora antiga do bairro. “Estamos na Gleba Palhano há cerca de 40 anos e acompanhamos todo seu crescimento”. 
De acordo com Lima, são jovens que se reúnem na praça em frente à sua casa e jogam pedras nas residências do entorno. “Já quebraram vidros da sala e do meu quarto. É um susto atrás do outro”, revela.
“Aqui em casa, tem criança (4 anos) e meus pais, já idosos (72 anos). Se uma dessas pedras acertar qualquer um deles pode haver consequências graves”, preocupa-se Lima.
O morador relata ainda que flagrou jovens cometendo o ato. “Olhei bem na hora que arremessaram a pedra. Corri até a varanda e gritei para eles. Quando abri o portão, um grupo de 10 a 15 adolescentes saiu correndo. Entraram nos condomínios próximos. Quer dizer, são os próprios filhos de moradores do bairro. Vandalismo é algo que os pais, com certeza, não ensinaram”, desabafa Lima.

Hugo Kitanishi

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