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13/11/2018
Premiação internacional - Aos 20 anos de idade, a cantora e compositora londrinense Ana Vilela é indicada ao seu primeiro Grammy Latino
Moradora da Gleba é indicada ao Grammy Latino
Dia 15 de novembro, em Las Vegas, ocorre a 19ª edição de um dos maiores prêmios da música e uma londrinense vai estar lá

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A autora de “Trem Bala”, Ana Vilela, é a primeira moradora da Gleba Palhano indicada ao Grammy Latino. Isso, sem dúvida, é motivo para a gente se encher de orgulho, ainda mais se tratando de uma artista que tocou o coração da maioria dos brasileiros após compor uma das músicas nacionais mais lindas dos últimos tempos.
A jovem artista, de 20 anos, concorre na categoria “Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa”, ao lado de nomes como Iza e o “tremendão” Erasmo Carlos. Há apenas outro registro sobre um londrinense indicado e premiado no Grammy Latino. Foi no ano de 2003, em que o artista André Fabris Lopes, londrinense radicado nos Estados Unidos, dividiu o prêmio de melhor álbum pop latino com seus amigos do grupo Bacilos.
Veja, a seguir, a entrevista que Ana Vilela concedeu ao Jornal da Gleba sobre sua história e o reconhecimento internacional de seu trabalho.
Jornal da Gleba – Como começou a sua trajetória na música?
Ana Vilela – Sempre fui apaixonada por música e amava musicais, desde criança. Assistia todos na tevê, inclusive aprendi inglês assistindo “High School Musical”. No entanto, embora eu sonhasse com isso, achava que seria algo quase impossível de acontecer. Comecei a cantar aos seis anos; já a composição começou mais tarde, aos 13 anos. A primeira música que compus foi “E se”, aos 14 anos, que está no meu disco “Ana Vilela”, o indicado ao Grammy.
Como surgiu “Trem Bala” e todo esse sucesso?
Compus essa música com 17 anos. Não divulguei nem lancei, apenas mandei para três pessoas próximas por meio de um áudio. Isso foi em agosto de 2016; de alguma forma, ela viralizou. Realmente, não sei o que aconteceu, ela começou a tomar uma proporção absurda, eu não sei como. Só fui postá-la no YouTube quando descobri que as pessoas estavam procurando a música; isso foi no finalzinho de outubro de 2016.
Depois disso, fui convidada para gravar o programa “Caldeirão do Huck” com o Luan Santana, de quem sempre fui muito fã. Antes de o programa ir ao ar, a música já tinha batido 1 milhão de visualizações no YouTube. Quando o programa foi ao ar, a música disparou. Aí, na sequência, a Gisele Bündchen divulgou um vídeo, cantando e tocando essa música no violão. A partir disso, a música estourou mesmo. Logo em seguida, gravei com a Som Livre e tudo foi acontecendo. Hoje, “Trem Bala” tem mais de 90 milhões de visualizações. 

Você esperava que isso fosse acontecer?
Acho que esperar é diferente de sonhar. Eu sonhava muito que isso fosse acontecer, mas não esperava que fosse acontecer. E quando aconteceu foi bizarro! Não tinha a menor ideia de como agir e o que fazer. Queria muito ser cantora, mas achava que era algo muito utópico. Racionalmente, não tinha como isso acontecer, foi realmente surreal. Deus é muito surpreendente mesmo.

Quem é seu ídolo artístico?
O Luan é meu ídolo teen, o cara da minha vida, aquele por quem passei horas na fila para conseguir ir ao show. No entanto, quem mais me inspira hoje, musicalmente, é o Ed Sheeran e a Clarice Falcão.

Como foi receber a notícia da indicação ao Grammy?
Até agora, eu não acredito. Só vai cair a ficha quando eu estiver lá. Acordei, no dia da indicação, e tinha muitas mensagens, de várias pessoas, no meu WhatsApp, mas não sabia o porquê; resolvi abrir a mensagem do Juliano, o produtor do álbum. Ele me perguntou se eu já tinha visto as notícias e, na sequência, já me ligou. Foi algo muito surreal e emocionante, pois é o maior sonho de quem faz música.

De onde vem tanta inspiração?
Amo cantar e compor, me inspiro muito mais quando estou bem e feliz. É difícil para mim compor quando estou triste. Não consigo escrever coisas ruins.  Eu travo. A vida, minha família e minha esposa Amanda são as minhas maiores inspirações. 

Talita Oriani

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