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11/10/2018
Trajetória de superação - Após enfrentar um diagnóstico de tumor na coluna, Maísa Kamura prepara-se para realizar seu primeiro Iron Man
Do possível fim de um sonho ao recomeço, uma trajetória de superação
Para quem ama o esporte, como Maísa, a única alternativa frente à dura realidade de um tumor era a vitória

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A promotora de eventos do Senai, Maísa Massi Kumura, 32 anos, recebeu um diagnóstico de tumor na coluna no ano de 2014. Para uma pessoa totalmente ativa e que ama esportes, esse diagnóstico poderia parecer o fim de uma trajetória de adrenalina e competições. Mas, felizmente, não foi o que ocorreu. O esporte foi um dos pontos-chaves que motivaram e ajudaram essa jovem triatleta a se recuperar e a se desafiar ainda mais.
 
Jornal da Gleba ? Quando recebeu o diagnóstico do tumor?
Maísa Massi Kumura ? Em fevereiro de 2014, comecei a sentir uma dor muito forte na região da lombar e na parte frontal da coxa direita. No mês de novembro do mesmo ano, depois de muitos exames e medicamentos (que em nada resolviam), a dor foi identificada como um tumor benigno - osteoma osteoide ? localizado na vértebra L2 da minha coluna.
 
Como foi receber essa notícia? 
Pode parecer confuso, mas o diagnóstico foi um alívio. No início, torcia para não ser nada, mas a dor só ia aumentando e a capacidade de me exercitar e até de me locomover estava ficando comprometida. Na época, eu nadava maratonas aquáticas e na natação me descobri, pois sempre fui uma garota extremamente insegura e que tinha autoestima baixa, mas esse esporte me fez descobrir uma mulher confiante e extraordinariamente competitiva.
 
Como foi o período de tratamento até a cura?
Eu achava que com a cirurgia, feita em 2014, meus problemas estariam acabados. Mas me enganei! Em dezembro, fiz minha primeira cirurgia no Hospital do Câncer de Londrina, seis meses depois fiz o primeiro tratamento de recidiva do tumor, dessa vez no Hospital Sírio Libanês (junho de 2015). Infelizmente, contrariando a expectativa e a opinião da equipe médica, tive a segunda recidiva do tumor. Naquele momento, me restavam duas opções: passar o resto da vida com dor crônica na lombar ou me arriscar em uma cirurgia mais incisiva que as anteriores e que poderia deixar sequelas. Ao receber a notícia, só conseguia chorar; não dava para aceitar que toda minha vida e planos tivessem de ser alterados. Cheguei em Londrina logo após o retorno da consulta e pensei em uma forma de compartilhar a minha dor, buscar mais informações e até ajudar pessoas na mesma situação. Criei o ?minhavidacronicablog.wordpress.com? e continuei a busca por tratamentos alternativos. Encontrei um médico especialista em dor que propôs um bloqueio dos nervos na região afetada, procedimento realizado em setembro de 2016 por um neurocirurgião de Londrina e que resolveu meu problema.
 
Quais as maiores lições que você teve após essa doença?
Foi um período tão duro na minha vida que percebi o quão forte eu sou, capaz de tomar decisões e assumir riscos calculados; que sou extremamente resistente a dor; que corro atrás dos meus sonhos e que faço com que esses sonhos aconteçam. 
 
O que mantinha você confiante e lhe dava forças durante o tratamento?
A vontade de voltar a nadar as travessias era tão grande que não tinha tempo ruim. Minha família e amigos, que estiveram ao meu lado o tempo todo, também foram fundamentais.
 
Como surgiu sua paixão pelo esporte e qual foi a importância dele no seu processo de cura?
O esporte surgiu na minha vida bem cedo, ainda criança. O esporte atua como uma terapia, um remédio que consumo sem moderação. Ele foi fundamental para minha recuperação, era o que me dava forças para eliminar o problema.

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