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11/07/2018
Treinamento sofisticado - clínica de atividade física com conceito boutique
Dois meses depois...
Como é treinar em uma clínica boutique

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Treinar em uma clínica de atividade física com conceito boutique é algo ainda bastante novo no universo fitness brasileiro. Em Londrina, a pioneira nessa área é a Clínica Movae, inaugurada há três meses na Gleba Palhano. Os jornalistas Rafael Montagnini e Talita Oriani, editores do Jornal da Gleba, treinaram durante dois meses com base nesse método de condicionamento físico. Na reportagem a seguir, relatam como foi a experiência.

Talita Oriani – Resolvi fazer os treinos quatro vezes na semana. Em todos os treinos, antes de iniciar as aulas, a personal que me acompanhou, Brígida Moraes, aferia minha pressão e logo após me fazia perguntas a partir de um questionário. Esse procedimento é padrão dentro da clínica de atividade física Movae. Todos os alunos, independentemente do objetivo final, passam por esse processo antes de cada treino. Iniciávamos, então, as atividades com alongamento, aquecimento e, na sequência, o treino de musculação. No primeiro mês, o treino foi muito, mas muito leve mesmo. Confesso que esse tipo de treino muito leve não me agradava. No entanto, segundo minha personal, ele era necessário para que não ocorressem lesões e para que houvesse uma adaptação gradual. O foco principal na Movae é saúde. Assim, se seu objetivo for uma pegada mais “marombeira”, lá não é o seu lugar. 
Bom, no início do segundo mês, começamos a puxar mais e o treino ficou mais pesado. Conversei com a Brígida e fomos alinhando o treino para um formato de que eu gostava mais, sem muito exercício funcional e com um foco maior na musculação. Isso vai do gosto de cada um; os professores adaptam os treinos de acordo com os objetivos e preferências do aluno. 
Os treinos são sempre com horário marcado e, no meu horário de treino, a clínica era quase que particular. Foram raras as vezes em que dividi o espaço com mais de um aluno. Isso é muito legal, não tem aquela aglomeração de pessoas e aquela espera para revezar aparelhos, coisas que ocorrem com frequência nas academias tradicionais. Após os exercícios, nos deparamos com a melhor parte do treino: uma deliciosa massagem relaxante em um ambiente exclusivo para essa prática. Realmente, uma experiência que faz a diferença. Se você, assim como eu, não curte ambientes cheios, esse formato da clínica é o ideal. 
Durante esse período na Movae, meu objetivo principal era diminuir a gordura corporal e aumentar a massa muscular, que estava bem baixa. Além dos treinos na clínica, fui acompanhada pelo médico nutrólogo Fernando Czap. Após esses quase três meses, contabilizei menos dois quilos na balança, uma redução de 4% na taxa de gordura e um aumento de 2% na massa muscular. Para mim, foi um ótimo ganho, já que há alguns meses não conseguia alterar essas taxas. Atéperdia peso, mas não perdia gordura nem ganhava músculos, como ocorreu agora.
Acredito que agora a chave mudou. Quero emagrecer e melhorar a estética? Quero, sem dúvida alguma, mas isso se tornou consequência e não mais o objetivo principal. O foco está na saúde e em me tornar minha melhor versão. A estética virá junto sem que eu precise maltratar meu corpo e, principalmente, a minha mente. 
Acho que o bem-estar que a clínica proporciona ajudou o treino a se tornar algo mais prazeroso. O ambiente, além de bonito e diferente das academias convencionais, possui uns mimos como máquina de café, frutas, mix de castanhas e água saborizada. Tudo isso agrega e contribui para que a gente associe a atividade física a uma sensação de conforto e bem-estar, e não o oposto disso, como ocorre muitas vezes. 

Rafael Montagnini - Gosto de praticar esportes, faço natação, pedalo todos os dias e corro esporadicamente, mas nunca me acostumei ao ambiente das academias tradicionais, com som alto, muitos espelhos, pessoas fortes em trajes colantes urrando enquanto se exercitam. Esses pequenos detalhes foram determinantes para que eu me afastasse da musculação, mesmo sabendo de sua importância para a minha saúde física.
Uma clínica esportiva é a antítese do que citei acima. Para começar, não há espelhos, o que denota que a preocupação com a saúde vem em primeiro lugar, deixando a estética em segundo plano.  A música ambiente é agradável, sempre em alto astral, mas no volume correto, de modo a não atrapalhar a conversa entre o aluno e o instrutor. No meu caso, quem me acompanhou neste treinamento foi o instrutor Vitor Cimonetti. 
Outro aspecto interessante é a preocupação com o bem-estar do praticante. Logo que chegava para o treino, o instrutor media minha pressão arterial. Depois, vinha a etapa das perguntas: como foi a noite de sono, o que comeu, se estava sentindo alguma dor e qual era a disposição para o treinamento (em uma escala de 0 a 10). As perguntas são necessárias para que, depois de um mês, o educador físico tenha em mãos uma avaliação completa dos hábitos de vida do aluno, e de sua evolução física.
Os treinos, sempre com hora marcada, iniciavam-se pontualmente no horário combinado. O treinamento é baseado na regra, aplicada com eficácia, de que menos é mais.  Mesmo com o corpo cansado, nunca senti dores nos dias seguintes aos treinos. Todos os aparelhos são novos e modernos. Alguns dos aparelhos foram desenvolvidos pela faculdade de medicina da USP. Após 35 minutos de treinamento, chega a hora do pós-treino. Em uma sala especial, com sons da natureza e iluminação própria para ambientes relaxantes, o aluno faz dez minutos de alongamentos e recebe uma massagem para descontrair os músculos.  Antes de ir embora, a pressão é checada novamente.
Após dois meses de treinamento regular, a sensação é de que estou mais saudável, minha disposição e sono melhoraram bastante. Se, por outro lado, a balança não foi tão generosa assim, a razão está na manutenção de hábitos alimentares não tão saudáveis. Ainda assim, perdi dois quilos. Esses dois meses de treinamento ajudaram, inclusive, na melhora da minha performance nos outros esportes que pratico. 

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