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11/07/2018
Jorge Hashimoto, uma vida dedicada a cooperar

Cooperar para crescer
Maior empresa de Londrina, a Cooperativa Integrada é presidida pelo comendador Jorge Hashimoto
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Nascido em 1952, na cidade de Marialva, Jorge Hashimoto é um dos quatros filhos de Hissato e Tomie Miazaki Hashimoto, pequenos cafeicultores. Jorge cresceu na zona rural, seguindo a tradição japonesa de priorizar os estudos. Ainda criança, saía do sítio da família e pedalava até a escola municipal; o estudo era complementado com o aprendizado da língua japonesa em uma escola rural da comunidade nipônica. “Quando terminei os estudos colegiais, foi natural escolher uma profissão que tivesse a ver com minhas raízes; fui para Curitiba e me formei em Agronomia pela Universidade Federal do Paraná”, relembra. 
Voltou ao norte do Paraná em 1974 e se estabeleceu em Londrina para trabalhar na extinta Cooperativa Agrícola de Cotia, atuando na assessoria técnica aos agricultores da região. Foi numa dessas visitas que conheceu sua esposa, Marina, com quem tem três filhas.  
Participou da fundação da Cooperativa Integrada, em dezembro de 1995, e está no seu segundo mandato como presidente da empresa. A Integrada é uma das principais cooperativas do Brasil e ocupa a 1° colocação entre as maiores empresas de Londrina e a 212° posição entre as 1000 maiores instituições do País, com um faturamento aproximado de R$ 2,7 bilhões no último ano, de acordo com o anuário do jornal Valor Econômico (Valor 1000).  A maior parte do faturamento vem da comercialização de grãos como soja, milho, trigo e café, alémde laranja e outras culturas. Possui 60 unidades de recebimento distribuídas em diversas regiões do Paraná e São Paulo.
Para esta entrevista, Jorge Hashimoto recebeu o Jornal da Gleba em seu escritório; confira:

Jornal da Gleba – Após tantos anos trabalhando nesse segmento, como o senhor define o cooperativismo? 
Jorge Hashimoto – Cooperar é compartilhar de um mesmo ideal, é ter por base a confiança no trabalho do agricultor, é ser solidário e trabalhar com seriedade. Nosso papel como uma cooperativa é levar o desenvolvimento econômico e social aos nossos cooperados. 

JG – Em 2017, o senhor recebeu do governo do Paraná a comenda da Ordem Estadual do Pinheiro. Como foi receber o título de comendador? 
JH – Foi uma honra e uma grata surpresa. Recebi esse título em nome de todos os cooperados e colaboradores que trabalham comigo na cooperativa. 

JG – Há décadas o agronegócio é o principal motor da economia brasileira. Sob essa perspectiva, como o senhor vê a próxima eleição presidencial? 
JH – Vejo com bastante preocupação e atenção. Nenhum extremo do espectro político será benéfico para o país; espero que o próximo presidente não tenha um viés populista. Espero que o candidato que saia vencedor do pleito invista na infraestrutura do país, que passe segurança aos investidores, para que o Brasil possa voltar a crescer. 

JG – Qual a sua opinião sobre setores que tentam associar o agronegócio à ideia de inimigo da preservação do meio ambiente?
JH – É uma lástima fazer essa associação. Estudos de centros de pesquisa focados na agricultura apontam justamente o contrário. O agricultor é o principal interessado em preservar a natureza, pois é dela que sai o seu sustento.  O que vejo, atualmente, são agricultores muito mais conscientes, que usam de forma racional os defensivos agrícolas, recolhendo essas embalagens para reciclagem, e empreendem outras ações como preservar as matas ciliares dos rios.

Rafael Montagnini

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