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11/07/2018
Ruas sem identificação receberão placas: reivindicação antiga de quem circula na Gleba Palhano será parcialmente resolvida com ação do ConGP

Ruas sem identificação
Poucas e sem a manutenção adequada, as placas de endereço da Gleba Palhano mais atrapalham do que ajudam a vida de quem precisa andar pelo bairro; o ConGP promete amenizar o problema

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Andar pela Gleba Palhano sem o auxílio de aplicativos de localização é uma árdua tarefa para quem não está habituado às nossas ruas. Praticamente não existem placas com os nomes das ruas e avenidas que cortam o bairro. A reportagem do JG verificou que as poucas placas existentes estão em lastimável estado de conservação, com ferrugem e letras faltando nos nomes dos personagens que identificamas ruas. Entre aquelas em melhores condições estão as que foram instaladas por uma construtora na região da Praça Pé-Vermelho. Mas, mesmo em bom estado, essas placas possuem apenas o nome do logradouro e são de difícil visualização, principalmente para motoristas e motociclistas que estejam trafegando no período noturno.  
Prestadores de serviços e entregadores de mercadorias são os que mais sofrem com a falta de informações. Alexandre Alves, microempresário, conta que já ficou perdido muitas vezes tentando encontrar o endereço de alguns condomínios do bairro: “Presto serviço há dois anos na Gleba Palhano. Quando comecei a trabalhar por aqui era uma confusão só, ficava rodando e gastando combustível à toa, tinha de parar o carro e pegar informações nas portarias. É uma vergonha saber que os administradores municipais, os que estão aí e os que já passaram pela prefeitura, não conseguem resolver algo aparentemente simples como a instalação dessas placas”. 
Para tentar amenizar essa situação, o Conselho de Condomínios Residenciais e Comerciais da Gleba Palhano, o ConGP, vai instalar 54 placas de endereço nas esquinas da Avenida Ayrton Senna, João Wyclif e Ernani Lacerda de Athayde. As poucas “placas azuis” instaladas pela prefeitura serão mantidas no mesmo local. As novas placas contam com informações que vão desde o nome da via, do CEP, até a identificação da região da cidade. São feitas de material reciclado, proveniente de garrafas pet,mais resistente que o das atuais placas de ferro. Trata-se de um material altamente durável e mais barato do que o utilizado nas placas azuis. Outra vantagem é que a sinalização é reflexiva, perfeita para ser vista à noite.
De acordo com a administração do Conselho da Gleba Palhano, a instalação das placas começará em 30 dias. O custo das peças, que estão sendo confeccionadas na cidade de Sorocaba (SP), será coberto pelo ConGP, que pretende gastar R$15 mil do próprio orçamento com esse projeto. “Nosso objetivo é facilitar a vida de idosos, carteiros, entregadores e de quem utiliza o transporte público na Gleba Palhano”, afirma Sidnei Amaro, gerente do ConGP.
Mas outros problemas de sinalização também afetam a vida de quem circula pelo bairro. É o caso das ruas com dois nomes, como, por exemplo, a Aurora Sathler Rosa que muda de nome para Rua José Monteiro de Mello. Por conta da sinalização precária nesses locais, um simples pedido de entrega pode levar muito mais tempo do que o acertado entre o morador e o prestador de serviço.
Para o presidente do ConGP, Marcus Ginez, a falta de identificação das vias pode trazer outros agravantes: “Se uma pessoa passar mal na rua e for acudida por alguém que não seja do bairro, como esse cidadão poderá pedir ajuda ao SAMU, por exemplo? Isso também vale para uma criança ou idoso que esteja perdido”, avalia. 
A intenção do ConGP é que todas as esquinas da Gleba Palhano contem com essa nova placa. Como a associação não dispõe de receita suficiente para tal empreitada, vai disponibilizar o projeto das placas para que comerciantes locais, edifícios residenciais e comerciais possam identificar suas esquinas. “Essas novas placas deixarão a Gleba Palhano muito mais bonita. Seremos um exemplo para o resto da cidade. Se os comerciantes e os edifícios nos ajudarem nessa empreitada, em pouco tempo o bairro todo estará identificado, trazendo benefícios para todos”, diz Ginez. 
Os comerciantes e condomínios que quiserem participar desse projeto podem entrar em contato pelo telefone 99993-3831, ou [email protected] . O custo da instalação ficará por conta dos interessados. 

Rafael Montagnini

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