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12/08/2014
Pelos céus do Paraná
Piloto e policial
Morador da Gleba Palhano integra o Batalhão de Operações Aéreas da PM-PR
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Poucos são os profissionais que podem exercer a função com a qual sonhavam quando crianças. Esse é o caso de Gustavo Batista Hauenstein, capitão da polícia militar do Paraná, piloto de avião e de helicóptero. Aos 40 anos, Gustavo é graduado pela Escola de Formação de Oficiais da Polícia Militar do Paraná e bacharel em Direito pela UEL. Já passou por diversas áreas dentro da corporação e hoje integra o Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA). "Além de piloto, comando a logística do BPMOA e também atuo como relações públicas do Batalhão. A sede do BPMOA fica em Curitiba, temos duas bases avançadas no interior do Estado, uma fica aqui em Londrina, e a outra, em Guarapuava. Por isso, durante a semana, trabalho na capital e, nos fins de semana, retorno para casa", conta Hauenstein. 
Casado e pai da pequena Vitória, Gustavo Hauenstein é também um dos fundadores do ConGP (Conselho de Condomínios Residenciais da Gleba Palhano), tendo ocupado por anos a coordenadoria de segurança, e desenvolvido um plano de monitoramento para o bairro, que ainda não foi implementado pelos edifícios integrantes do ConGP.
Para esta entrevista, o Capitão Gustavo Hauenstein recebeu o Jornal da Gleba em sua residência.  

Jornal da Gleba - Quem o influenciou para entrar na Polícia Militar? 
GH - Sempre senti que tinha o perfil para isso, mesmo não tendo nenhum policial na família. Além disso, meu pai serviu o Exército como oficial e me contava como era a vida na caserna. Quando eu estava terminando o ensino médio, ele sugeriu que eu seguisse a carreira de Oficial da Polícia Militar do Paraná.  

JG - Já passou por alguma situação delicada em que correu risco de vida? 
GH - Sim, aconteceu uma vez durante um tiroteio na favela da Bratac. A situação era de alto risco, cheguei a ouvir os estampidos dos tiros que vinham em minha direção. Como tinha muita criança ao redor, era insensato revidar. No momento propício, com auxílio do (batalhão) Choque, revidamos e os marginais tentaram fugir. Um acabou preso e o outro foi atingido e veio a óbito. 

JG - Tem medo de morrer durante o trabalho? 
GH - O medo em muitos casos é benéfico. Aquele que não sente medo se expõe muito mais. Já o policial precavido, vai usar o colete à prova de bala, não vai tomar nenhuma atitude inconsequente e vai agir de forma mais planejada. 

JG - O senhor também sente satisfação pessoal pelo que faz? 
GH - Sinto 100% de satisfação pessoal. Um exemplo: muitas vezes, vamos atrás de um veículo que foi furtado e não temos a menor ideia de quem seja o dono, mesmo assim, damos a vida para recuperar aquele bem que não é nosso. Por isso, essa vontade de fazer o que é certo, prender quem está infringindo a lei, contribuir para sociedade é algo que é intrínseco a qualquer policial. 

 JG - A aviação civil é a sua válvula de escape? Como aprendeu a pilotar? 
GH - Sem dúvida, voar nos fins de semanas é minha grande diversão.  É nessa hora que me desligo do mundo e só foco no voo. Comecei a pilotar com 30 anos em uma escola de pilotagem daqui. Era apenas um hobby que virou parte da minha profissão. 

JG - O senhor foi um fundadores do ConGP e idealizador do plano de segurança privada para a Gleba Palhano. Infelizmente, nada foi executado. Sente alguma mágoa? 
GH - Fico triste pelo o bairro, pois moro aqui e quero ver o melhor para nossa comunidade. Tenho certeza de que aquele plano traria uma série de benefícios para a Gleba. Por exemplo, os carros que fariam a vigilância do bairro seriam identificados com adesivos do ConGP, isso daria uma sensação de segurança aos moradores. Os porteiros também seriam treinados, e os pequenos furtos que existem atualmente iriam diminuir. Acho desnecessário acontecer algum incidente grave para adotar essas medidas preventivas.  

Rafael Montagnini

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