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07/05/2018
De mãos dadas - ConGP, comerciantes e o comando da Polícia Militar unem forças para diminuir a criminalidade na região
PM quer estreitar laços com os comerciantes da Gleba Palhano
Modelo que já funciona em outros bairros da cidade deve ser replicado na Gleba

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O comando da Polícia Militar do Paraná e o Conselho de Condomínios Residenciais e Comerciais da Gleba Palhano desejam implementar, em breve, o mesmo modelo de policiamento comunitário que já funciona em outros locais de Londrina.Para que isso aconteça, será necessária a participação dos moradores e, principalmente, dos comerciantes da Gleba Palhano. 
Mentor dessa iniciativa, o Capitão Marcos Tordoro, do 5º Batalhão de Polícia Militar (5º BPM), aponta as duas finalidades do projeto: diminuir os crimes e aumentar a sensação de segurança dos moradores do bairro. “Qualquer projeto exitoso, que envolva a PM e a comunidade, deve alcançar esses dois objetivos. Não adianta o projeto ter um nome bonito, aparecer na imprensa, fazer propaganda, mas não alcançar as metas. Isso mais atrapalha do que ajuda. Por isso, trabalhamos diretamente com a população e estamos obtendo ótimos resultados”, explica. 
Tordoro refere-se ao êxito da operação nas regiões oeste e central da cidade. De acordo com o capitão, primeiro a população deve sentir a presença da força policial assumindo o espaço geográfico. Quando a vizinhança já estiver acostumada com a presença dos policiais, é marcada uma reunião para discutir preocupações e anseios da população. “Temos um bom banco de dados da criminalidade em Londrina, mas a população sempre traz informações cruciais para nossa corporação”, conta o capitão. 
Nesses encontros, estimula-se a comunidade a criar um grupo no WhatsApp para discussão de temas relativos à segurança. Além da população, participam do grupo o próprio Capitão Marcos Tordoro e os soldados que fazem o patrulhamento da área. “O grupo não é um local para o cidadão desabafar sua insatisfação com a política ou com a situação do país. O único tema é a segurança. Em alguns casos pontuais, o moderador precisa retirar os membros que não entenderam a proposta”, explica Tordoro.  
O grupo do WhatsApp não substitui o telefone de emergência 190. Se um crime está sendo cometido, é por esse canal que o cidadão deve avisar a PM. Após a comunicação, o membro pode avisar os policiais que fazem a ronda na região. Se os agentes não estiverem em outra ocorrência, eles se deslocarão para o local do crime. Uma maneira adequada de usar esse novo canal é relatando a presença de pessoas ou veículos suspeitos na vizinhança. 
Marcus Ginez, presidente do ConGP, é um dos entusiastas do projeto. Ele afirma que o ConGP está fazendo o possível para aproximar a comunidade da PM. “Estimulamos que os síndicos e comerciantes abram suas portas para que os policiais, que nos protegem diuturnamente, tenham um local agradável para usar o banheiro e tomar um café, por exemplo. Só vamos melhorar a segurança da Gleba Palhano com esse tipo de ação”, afirma Ginez. 
Uma das comerciantes que adotaram essa política de boa vizinhança é Elieth Hodas, da Panetteria Palhano. Ela conta que a sensação de segurança aumentou bastante depois da presença constante da PM na região. “É um prazer receber os policiais na nossa padaria; eles são gentis e conversam com as pessoas, deixo nosso banheiro à disposição e ofereço um café, para quando eles quiserem. Nunca nenhum policial me pediu algo, faço porque quero. Outros comerciantes deveriam fazer o mesmo”, incentiva a empresária. 
Sobre a criação de um grupo no WhatsApp para discutir a segurança da Gleba Palhano, o presidente do ConGP destaca que apenas moradores e comerciantes do bairro poderão integrá-lo. Quem quiser participar, deverá enviar uma mensagem ao moderador do grupo, pelo número 99993-3831; enviar foto de um documento oficial e de um comprovante de residência. A medida se faz necessária pela relevância do tema. 
Reuniões entre a comunidade e a PM estão na pauta do ConGP, mas ainda sem data marcada. 

Rafael Montagnini

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