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13/04/2018
Qual é a sua cara?
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Já se perguntou o que faz você feliz? Quais os desejos mais profundos que estão escondidos aí dentro do seu coração? Se não houvesse limites nem códigos de vestimentas, impostos nos diversos ambientes em que você transita, qual seria a sua cara? 
Convivendo com tantas mulheres com corpos e perfis tão distintos, consigo ver que somos plurais mesmo sendo uma só e que essa mulher multifacetada está, muitas vezes, perdendo a vez para uma mulher padronizada. Mas consigo também perceber um movimento interno que vibra por uma mulher mais autêntica, seja ela mais audaciosa, mais romântica, mais forte e, quantas vezes quiser, mais frágil, assumidamente. 
Respaldadas por uma imagem convencionada, podemos estar dando vida a apenas uma pequenina parte de nós, geralmente aquela que passou pela aprovação alheia e que encontra reforço positivo em nosso piloto automático. Mas ninguém sustenta uma vida plena quando se dá conta de que é muito mais, de que deseja manifestar muito além e, quem sabe, de forma muito diferente daquela que vem fazendo. Quem nunca teve aqueles cinco minutos de clareza que dão uma coragem gigante para ousar uma guinada completa na vida? Mas temos dificuldades para fazer mudanças e pouca paciência para aguardar a transição se efetivar. 
Por isso, invariavelmente, o encontro da cliente com a consultora de estilo é o despertar para uma consciência mais ampla sobre si e as inúmeras possibilidades de ser. É a chance real de mudar sem se perder, de se entender sem meias verdades. Afastamos a ideia prisioneira de que há um único caminho para viver e valorizamos aquela vozinha interna tantas vezes abafada. Essa voz ganha nome e contexto para se expressar com harmonia e leveza. Ela encontra um jeito sutil de ganhar forma e de direcionar sua dona para escolhas que sejam muito mais a cara dela. 
Esse autoconhecimento, sem julgamentos nem preconceitos, é o princípio de uma relação saudável consigo mesma e de uma identidade visual que respeita em primeiro lugar o ser humano. É o aval para estar na moda apenas se a moda lhe convier, para fazer parte mesmo sendo diferente, para ser feliz mesmo com um corpo fora do padrão. É o caminho para ser observador ativo da própria mente e, quem sabe, conseguir ter um raciocínio mais amoroso e frutífero, ao invés de ser palco de pensamentos desorganizados e padronizados. Você é única e tem uma contribuição especial para o mundo. Por isso: qual é a sua cara? 

Gabriela Favoreto – consultora de imagem 

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