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13/03/2018
Avenida Madre Leônia das corridas
Com o acúmulo de problemas, cidadãos cobram autoridades para monitorar e coibir abusos em uma das principais vias do bairro

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Cansados de presenciar diversas infrações de trânsito, moradores do 
condomínio Due Torri, localizado na Avenida Madre Leônia Milito, próximo à galeria comercial Espaço Palhano, cogitam comprar um semáforo e doá-lo ao município.  A medida seria a última alternativa para sensibilizar a Prefeitura em relação à necessidade de um equipamento desse tipo, além de radar de velocidade e de uma faixa de pedestre, no local. 
Alessandro dos Santos, síndico e morador do condomínio há dez anos, conta que o condomínio já fez diversas solicitações aos mais diversos órgãos municipais, no intuito de melhorar a segurança de motoristas e pedestres dessa região da Gleba Palhano. Em 18 de julho de 2017, em uma reunião com o prefeito Marcelo Belinati, representantes da CMTU e do IPPUL, e vereadores, foram expostos os principais problemas enfrentados pelos moradores. “Aqui, eu já vi de tudo: batidas de carros, acidentes com motociclistas, e engavetamento envolvendo seis carros, três deles do Due Torri, que aguardavam para entrar no edifício. Há também o perigo constante, devido ao fluxo intenso de veículos, para quem precisa usar o ônibus que passa do outro lado da avenida”, desabafa Alessandro. 
Outra grave reclamação feita por moradores da região refere-se às disputas de rachas, que costumam ocorrer nos fins de semana, durante a madrugada.  Carros de marcas luxuosas, tais como Ferrari, Lamborghini e Porsche, trafegam em altíssima velocidade na via.  Além do perigo de um acidente de graves proporções, o som proporcionado pelos veículos é ensurdecedor, como relata Alessandro dos Santos.
Oitocentos metros à frente, em direção ao Shopping Catuaí, condôminos do edifício Victoria Parque compartilham os mesmos problemas. Além de verem a via pública se transformar em pista de corrida, eles relatam que não conseguem atravessar para o outro lado da Avenida Madre Leônia Milito, seja de carro ou caminhando. Rodolpho Dalan, síndico do edifício, aponta a necessidade de um sinaleiro, e de uma faixa de pedestres, em frente à baia que liga a avenida ao shopping (foto). “Nessa região, existe uma escola grande que atende crianças e adolescentes, uma instituição de ensino para adultos, além do nosso prédio e de outros que estão sendo construídos. Mesmo assim, não temos uma ligação segura para o outro lado. Quem atravessa a avenida caminhando corre o risco de ser atropelado”, disse Dalan. 
Já os motoristas que devem fazer a conversão para a outra pista da avenida necessitam ter paciência. São apenas dois pontos, um deles na rotatória da Rodovia Mábio Gonçalves Palhano e a Avenida Terras de Santana, a 765 metros da Rua Martinho Lutero. O outro local de conversão fica entre a Avenida Ayrton Senna e a Avenida Madre Leônia Milito, a 1,74 km do edifício Victoria Parque. 
Para o empresário Thiago Pereira, morador do mesmo condomínio, o excesso de veículos que trafegam nos horários de pico pela Rua Martinho Lutero atrapalha a vida dos moradores locais. “Essa é a única entrada asfaltada dessa região da Gleba Palhano. Nos horários mais movimentados, fica impossível trafegar com agilidade por aqui. Nosso IPTU está em dia, mas a prefeitura simplesmente nos abandonou”, finaliza o empresário. 

A resposta das autoridades
Entramos em contato com o IPPUL, por diversas vezes, mas não fomos atendidos. Já a Polícia Militar, por meio de sua assessoria de imprensa, solicita aos moradores da região que presenciarem disputas de rachas, ou veículos trafegando em alta velocidade, que entrem em contato imediato com o número 190. Sobre a possibilidade de realização de blitz de trânsito na avenida, a PM orienta os moradores a entregar um ofício com o pedido à Corporação. 

Rafael Montagnini 

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