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13/10/2017
Quase meio século de boa educação
Escola Municipal Norman Prochet atende crianças da Gleba Palhano e região sul da cidade
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Única escola pública próxima à Gleba Palhano, a Escola Municipal Norman Prochet atende diariamente 330 crianças, de 6 a 10 anos, muitas delas moradoras do nosso bairro. Uma dessas alunas é a filha de Marilda Cogorni, que há três anos estuda na escola. "Tenho muito orgulho de dizer para as pessoas que minha filha estuda em uma escola pública muito boa. Algo bem diferente do que as pessoas imaginam. O ensino de lá não fica a dever nada para as escolas particulares". Marilda é uma das mães que acompanham de perto o que é ensinado em sala de aula, e também colabora como tesoureira da Associação de Pais e Mestres (APM).
Ao contrário da maioria dos educandários municipais, a Escola Municipal Norman Prochet não sofre com problemas de roubo, furto de equipamentos, vandalismo, e agressão física a professores. Quem garante isso é a diretora Ana Maria Kretsch Peixoto. "Muitos professores da rede municipal sonham em lecionar aqui, pois temos alunos com bom comportamento, e uma estrutura que facilita a vida do professor". 
Quem chega à Escola Municipal Norman Prochet percebe mesmo que se trata de um local diferente de outras escolas municipais. Já na entrada, a escola possui um portão eletrônico, impossibilitando o ingresso de pessoas estranhas. Além disso, algumas salas de aulas contam com ar-condicionado e a escola ainda mantém uma boa biblioteca e um ginásio de esportes coberto. 
A diretora comenta que a participação da APM é fundamental para a manutenção da escola: "Existe uma ótima sintonia entre professores, pais e direção. Com as campanhas da APM já adquirimos mais quatro aparelhos de ar-condicionado. Outros pais nos ajudam com diversas doações, ganhamos recentemente dois microfones, tapete, traves de futebol, refletores com lâmpadas de LED, e outras coisas importantes que o Município demoraria meses para nos entregar". 
Com o aprofundamento da crise financeira, muitos pais, moradores da Gleba Palhano, com filhos matriculados em escolas particulares, estão procurando a escola para uma possível transferência. "Infelizmente, nossa escola ficou pequena para receber alunos dessa região da cidade. É triste não poder receber essas crianças cujos pais não têm mais condições de pagar as mensalidades das escolas particulares". 
O problema seria amenizado caso a prefeitura autorizasse a construção de mais salas de aulas. Existem dois espaços amplos dentro do terreno da escola que poderiam abrigar mais algumas salas, banheiros e refeitório. O problema é que os burocratas da prefeitura, sempre eles, consideram esses espaços como praças públicas, o que não faz o menor sentido, já que estão dentro dos muros da escola. 
A falta de bom senso fica mais evidente quando se sabe que uma grande construtora da cidade espera há meses o sinal verde do município para dar início a essas obras. Essa construção faz parte de uma medida mitigadora que a empresa precisa cumprir, não havendo nenhum tipo de gasto para a escola e ou para os cofres da cidade.
No dia 6 de outubro deste ano, a escola completou 49 anos de existência. Ela foi criada como uma escola rural para atender as crianças das chácaras e sítios da região. O nome do empresário Norman Prochet foi o escolhido para batizar o estabelecimento de ensino; ele faleceu no início de 1968. Todas as despesas de construção da escola ficaram a cargo de um grupo de amigos do falecido empresário. 

Rafael Montagnini

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