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12/09/2017
Doutor Álvaro Almeida é premiado nos EUA
Pesquisa de virologista amplia possibilidade de cultivo de soja e potencializa rendimento por safra

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Agora, em setembro, o doutor Álvaro Manoel Rodrigues Almeida vai receber o World Soybean Research Conference Award for Lifetime Achievement 2017, pela World Soybean Research Conference 10, que acontece em Savannah, Georgia, nos Estados Unidos. A premiação reconhece o conjunto da obra, o currículo do pesquisador e sua vida como profissional. Junto com o doutor Álvaro, apenas três outros pesquisadores no mundo receberão a honraria.
Graduado em agronomia pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), curso concluído em 1972, o doutor Álvaro Almeida possui mestrado em Microbiologia Agrícola, também pela Federal de Viçosa, em 1975; doutorado em Plant Pathology, pela Purdue University (1986); pós-doutorado pela North Carolina State University (1996) e pós-doutorado pelo Japan International Research Center For Agricultural Sciences, em 2000.
Atualmente, é assessor técnico do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico; membro do conselho curador da Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento do Agronegócio, e pesquisador da Embrapa Soja, da Sociedade Brasileira de Virologia e da Sociedade Brasileira de Fitopatologia.
Em 2014, foi reconhecido como o fitopatologista do ano, tendo recebido o troféu "Bota do Dr. Álvaro Santos Costa" (réplica em bronze, fixada em plataforma de granito, no tamanho original da bota utilizada por esse emérito cientista brasileiro, em suas constantes visitas e experimentos em campo) no 47° Congresso Brasileiro de Fitopatologia, realizado em Londrina pela Sociedade Brasileira de Fitopatologia.

Jornal da Gleba - O senhor poderia contar um pouco de sua trajetória e o que representa o prêmio "Bota do Dr. Álvaro Santos Costa"?
Álvaro Almeida - Comecei a trabalhar em todo tipo de doença que pudesse existir. Portanto, na área da fitopatologia. Tanto é que no doutorado e nos dois pós-doctor trabalhei com virologia e virologia molecular. E a "Bota", todo ano, é concedida a um pesquisador de destaque. É uma bota que faz alusão ao pioneiro da virologia no Brasil, Álvaro dos Santos Costa. Essa bota tem um significado, ela mostra que o engenheiro agrônomo não pode ficar no escritório: tem de ir a campo. 

JG - E a premiação que vai receber nos Estados Unidos, como aconteceu?
AA - Existia no centro e norte do Paraná, e sudeste de São Paulo, uma região em que não se podia plantar soja. Morria tudo por causa de um vírus que passava da planta daninha para a soja. A partir das pesquisas de Álvaro Santos Costa, de dicas com técnicos da Emater e de cinco anos de pesquisa, foram determinados o inseto transmissor e a erradicação (por meio de consecutivos plantios de milho) da Cravorana (a planta daninha). A pesquisa também se baseou no adiantamento da época do plantio, o que permitiu safra ao longo de todo o ano, gerando um diferencial de 450 milhões de reais por safra.

Hugo Kitanishi

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