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12/09/2017
Condomínio dá exemplo de coleta seletiva
É possível criar sistemas funcionais a partir da ideia de "fazer mais do que falar"

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Incentivar, implementar e desenvolver hábitos responsáveis e conscientes no que diz respeito à coleta seletiva não é tarefa fácil num país sem tradição nesse segmento. O Jardins Eco Resort & Residence vem, há cinco anos, promovendo e desenvolvendo uma cultura exemplar nessa área.
O gerente predial, Juliano Dalto, é um dos principais responsáveis por implementar o trabalho com a coleta seletiva no condomínio. Formado em administração de empresas, com especialização em economia ambiental, representante do Consemma (Conselho Municipal do Meio Ambiente) por duas gestões e membro do Programa de Resíduos Sólidos de Londrina, Juliano é autoridade no assunto.
A coleta seletiva, por meio da segregação dos resíduos, possui mais de 20 tipificações no Jardins. Potes de vidros são doados para o aleitamento materno; jornais são destinados para trabalhos voltados com animais; sacolas são reutilizadas; o óleo de cozinha é separado em galões de 60 litros e trocado por detergente; lâmpadas e tintas recebem logística reversa, ou seja, são devolvidas para a indústria, onde têm destinação correta. "Trabalhamos a conscientização juntamente com os moradores", explica Juliano.
As latas de alumínio são vendidas e o dinheiro é repassado para os funcionários. "Porém, os próprios funcionários decidiram criar um fundo e repassar todo dinheiro arrecadado para o Hospital do Câncer", conta o gerente. Com os lacres das latinhas, o dinheiro é revertido para compra de cadeiras de rodas. "Ano passado, doamos uma cadeira de mais de um mil reais. O próprio corpo de funcionários faz as indicações".
O papelão é separado dos demais materiais para facilitar a coleta. "Fizemos um acordo com a cooperativa que recolhe os materiais recicláveis. Ao invés de passarem apenas uma vez por semana, eles fazem a coleta duas vezes na semana aqui no condomínio".
Resíduos da construção também são devidamente segregados: espelho e cerâmica; tijolo; cimento; areia; pedra; gesso cartonado; madeira e tecido - que é incinerado.
De acordo com Juliano, mais de 60% dos resíduos que poderiam ser reciclados não o são. "Nosso grande objetivo é não aumentar esse passivo, ao contrário, diminuir a quantidade de resíduos na CTR (Central de Tratamento de Resíduos) e prolongar a vida útil do local".
Fármacos e seringas são levados para postos de saúde, o que evita também acidentes de coleta. Todo lixo eletrônico é encaminhado para a ONG E-Lixo. "A ideia é dar um destino mais nobre a esse tipo de material, em vez de simplesmente amassar e virar sucata", complementa Juliano.
Há ainda separação de pilhas e garrafas. "Um dos projetos futuros é fazermos uma composteira para que seja utilizada em hortas".
"Queremos que esse trabalho não sirva apenas de exemplo, mas que seja melhorado. A ideia é fazer mais do que falar", conclui o especialista em economia ambiental.

Hugo Kitanishi

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