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14/07/2014
Ainda falta acessibilidade na Gleba Palhano
Problemas de mobilidade no bairro geram transtornos para os moradores
Ausência de rebaixamento nas calçadas para cadeirantes, falta de faixa de pedestre e terrenos sem calçamento atrapalham a locomoção de quem precisa andar pelo bairro 
Foto JG  DSC_0021.jpg
Terreno localizado na Rua João Wycliff, entre os prédios Central Park e Sun Flowers, apresenta diversos problemas. Além da calçada ser estreita, o poste de energia, o telefone público e o ponto de ônibus ficam no meio dela, impossibilitando totalmente a passagem de cadeirantes

Caminhar por algumas ruas da Gleba Palhano exige um pouco mais de atenção por parte da população residente. No bairro, há vias com calçadas quebradas e outras, com buracos, o que acaba por dificultar e até impedir a mobilidade dos pedestres que transitam por esses locais.
O problema, que pode ser visto em diversos pontos do bairro, não se restringe apenas às más condições de conservação. A falta de rebaixamento nas calçadas para cadeirantes, a ausência de faixa de pedestre em vias movimentadas e terrenos sem calçamento também atrapalham a locomoção de quem utiliza essas ruas.
As dificuldades de acessibilidade na Gleba Palhano não param por aí. Construtoras com obras no bairro costumam colocar tapumes ou materiais de construção, tomando quase toda a calçada e deixando, por vezes, um pequeno espaço para os pedestres.
Um morador que sofreu com o descaso nas vias foi o administrador do Edifício Jardins, Juliano Faria Dalto, que, durante o tratamento de recuperação dos movimentos das pernas de sua filha, constatou que era "impossível andar em algumas ruas do bairro". 
"O tratamento da minha filha foi em 2012, mas até hoje nada mudou nas ruas Jerusalém e na João Huss. As calçadas estão com buracos e as construtoras não respeitam a lei de acessibilidade. Durante as obras, que duram cerca de três anos, elas colocam tapumes e placas com propagandas próprias tomando as calçadas e impedindo a passagem", reclama.
Outra situação preocupante para os moradores é que algumas construtoras deixam de colocar proteção para impedir que detritos da obra venham a cair nas calçadas.
Na tentativa de resolver a situação de acessibilidade do bairro, a presidente do Conselho de Condomínios Residenciais da Gleba Palhano (ConGP), Rita de Cássia Ferreira Leite, enviou um ofício (N° 08/2014), em maio deste ano, ao Secretário Walmir Matos, responsável pela Secretaria Municipal de Obras e Pavimentação de Londrina e ao Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) pedindo providências.
De acordo com Rita, a situação nas ruas da Gleba é preocupante. "Está difícil para andar em algumas ruas do bairro. Na Airton Senna, na altura da Bento Munhoz da Rocha, não dá para atravessar sem ter de ficar esperando cerca de cinco a dez minutos. Têm de ser feitas melhorias, uma passarela no local resolveria. Por isso, decidimos enviar ofício também para o Sinduscon, na  tentativa de unir forças para resolver os problemas de mobilidade do bairro". 
Procurado por esta reportagem, o Sinduscom disse que já entrou em contato, por meio de ofício, com as construtoras com obras na Gleba, e que aguarda resposta delas para organizar uma reunião em que se debatam e se encontrem soluções para resolver o problema o mais rápido possível.

Texto: Glória Matter
Foto: Mário Jorge Tavares

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