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10/07/2017
Travessia perigosa
Pedestres que precisam cruzar a principal avenida da Gleba Palhano clamam por instalação de sinaleiro

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Quem precisa atravessar a pé a Avenida Ayrton Senna sabe que a tarefa não é das mais fáceis. O problema piora entre as ruas Ernâni Lacerda de Athayde e João Huss, local em que estão instaladas três torres comerciais e um shopping center e onde há um grande fluxo de entrada e saída de veículos e de trabalhadores que utilizam o sistema público de transporte. 
Moradora da Gleba Palhano há 10 anos, Magda Capoani trabalha em uma clínica de nutrição localizada em um dos prédios da Avenida Ayrton Senna. Ela conta que diariamente sente medo de passar por ali. "Só a faixa de pedestre não faz os carros pararem. Normalmente, o que se vê são motoristas em velocidade maior do que a permitida pela lei de trânsito. Mesmo quando estendo a mão para fazer a travessia é difícil que alguém pare. Acredito que falte algum tipo de sinalização para motoristas e pedestres", comenta. 
Para Maria Claudete de Souza, síndica do edifício Toulose, situado a poucos metros da avenida, o pedestre fica à mercê da boa vontade dos motoristas para fazer a travessia. Ela acredita que no local deveria ter um radar ou, na melhor das hipóteses, um sinaleiro com botoneira. "Esses semáforos não atrapalham o fluxo de carros, pois são acionados apenas quando o pedestre aperta o botão de pare", afirma. 
Além de se preocupar com os motoristas mais apressados, o pedestre que quiser manter sua integridade também deve prestar bastante atenção aos motociclistas que andam entre os carros. É muito comum o transeunte esperar os carros pararem e dar de cara com alguma motocicleta no meio do percurso, podendo muitas vezes ser atropelado. "Tento atravessar com muita cautela, pois quando não são os carros, são as motos que avançam para cima do pedestre. Quase fui atropelada duas vezes por motocicletas", conta Magda Capoani. 
Há um ano, moradores da Rua João Huss já vislumbravam que após a inauguração do shopping center o fluxo de pessoas e de veículos aumentaria neste quarteirão, e solicitaram ao Conselho de Condomínios Residenciais e Comerciais da Gleba Palhano (ConGP) que os ajudasse em seu pleito. Foi, então, redigido um documento com as reivindicações e entregue ao IPPUL. À época, o instituto disse ao ConGP que não havia previsão de instalação de um semáforo no local.
Um ano depois, após muitas reclamações, o Jornal da Gleba procurou o IPPUL, e conversamos com Alexander Marchiori, gerente de engenharia de trânsito. Ele disse que não há nenhuma solicitação por parte da comunidade para a instalação de um semáforo naquela região da Avenida Ayrton Senna, mas apenas um pedido de carga e descarga que está sendo avaliado pelo IPPUL.
De acordo com o engenheiro de trânsito, não é necessário um abaixo-assinado para a instalação de um sinaleiro, basta que um morador ou o ConGP abra um protocolo no instituto. A partir desse procedimento, uma equipe será enviada para fazer a contagem de veículos no local, verificando se há ou não necessidade de instalação do equipamento. 
Enquanto nenhuma providência é tomada, resta ao pedestre obedecer algumas regras: acene com as mãos; inicie a travessia quando os carros das duas pistas estiverem totalmente parados; não se esqueça de verificar se há alguma moto entre os veículos; redobre sua atenção e jamais atravesse a via olhando para o celular ou distraído com alguma outra coisa. 
São dicas básicas, mas que podem salvar sua vida. 

Rafael Montagnini

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