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06/03/2017
A música de Natália Lepri
Moradora da Gleba Palhano conta sua trajetória pelo universo musical londrinense

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Ainda muito pequena, Natália Lepri já sabia que teria uma vida musical. Filha de um dos fundadores da Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina, adorava ver o pai tocando nos ensaios. Dos 9 aos 23 anos estudou piano clássico; aos 14, entrou para o Coral Juvenil da UEL, de onde só saiu aos 25, quando chegou ao limite de idade estabelecido para participação. 
Apesar do promissor caminho musical, Natália deixou a música de lado para se formar em Direito. "Eu era muito jovem e por influência da família me desviei da música (risos), mas esse desvio terminou quando acabou o curso", relembra. 
Dois anos depois, voltou à universidade, mas, desta vez, para estudar sua grande paixão: a música. Durante o curso, participou de vários projetos como "Acorde Torto", "Cluster Sisters", "Trio Mambembe" e "Bichos, Cores e outros Amores", mas o que Natália guarda com mais carinho são as 800 horas de estágio, passadas principalmente com as crianças da Escola Municipal Norman Prochet. Foi ali que nasceu a inspiração para o projeto "Tem música no play", que leva para dentro dos condomínios da Gleba Palhano a musicalização infantil. 
Para falar deste projeto e de outros assuntos, Natália Lepri concedeu ao Jornal da Gleba a entrevista a seguir:

Jornal da Gleba - Como funciona o "Tem música no play"?
Natália Lepri - As aulas são voltadas para os pequenos, de zero a seis anos. Nessa idade, é importante que as crianças tenham sensibilidade para a música. Por isso, faço com que elas aprendam a cantar, a dançar, a compor músicas simples, e também exploro com elas os instrumentos de percussão. Quando a criança atinge os seis anos, já tem consciência para escolher o instrumento que quer tocar. 

JG - Quantos alunos você tem e onde acontecem as aulas?
NL - Estamos no começo do projeto, mas já tenho mais de 60 alunos. As aulas acontecem nos prédios da Gleba Palhano e são realizadas nas quadras, nas brinquedotecas, nas garagens, em salas acústicas, churrasqueiras, salão de festas e até debaixo da árvore (risos). 

JG - O que tem de bom na música infantil, o que você recomenda?
NL - Gosto de muita coisa, principalmente as que são feitas por músicos gabaritados. Nesse aspecto, destaco o pessoal do "Palavra Cantada", o grupo "Tiquequê", o "Farra dos Brinquedos" e o "Música Criança", grupo formado na UEL.

JG - O que você acha do comportamento das crianças que passam horas frente ao celular, tablet, laptop, vendo musicais infantis?
NL - Muitos desses vídeos não trabalham o lado lúdico da criança, é só repetição de imagem e música.  Por isso, ela fica ali por horas, quase hipnotizada. Muitos pais acham que isso acalma a criança, mas esse comportamento é prejudicial. Acredito que uma hora por dia é tempo mais do que suficiente para uma criança ficar frente à tevê ou ao celular.  

Rafael Montagnini

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