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08/03/2017
Manutenção preventiva nas edificações
Quando compramos um automóvel novo, ou até mesmo usado, sempre monitoramos alguns aspectos como troca de pneus, verificação do nível do óleo, verificação da tensão da bateria, etc. Geralmente, nos orientamos pela quilometragem para programar a famosa revisão. Ao agendar essa revisão, estamos, na verdade, aplicando o conceito de manutenção preventiva ao nosso veículo.
A definição de manutenção preventiva, de acordo com a Wikipédia, é: "Uma ação planejada e sistemática de tarefas de prevenção de forma constante que envolve programas de inspeção, reformas, reparos, entre outros. A manutenção preventiva é a monitoração de um determinado objeto estudado para evitar que ele apresente erros ou se quebre".
É fácil identificar em nossa cultura como aplicamos esse conceito a veículos e outros bens de consumo, pois nos preocupamos com nossa segurança e de nossa família. Com certeza, se fôssemos viajar de carro, iríamos checar suas condições de manutenção antes de colocar nossa família "a bordo".
Em praticamente todas as cidades do nosso país, é comum nos depararmos com edificações que aparentemente trazem uma "falsa sensação de segurança" aos moradores ou usuários, pois culturalmente nos baseamos no que está ao alcance de nossos olhos. 
A cultura que temos quando nos referimos a edificações, sejam casas ou prédios, é a da manutenção corretiva, que consiste em nos preocupar com os problemas quando eles realmente surgem de forma agressiva e aparente. Isso, no dia a dia, costumamos denominar como o famoso "apagar incêndio".
Como descrito acima, a manutenção preventiva busca antecipar eventuais problemas que as edificações possam sofrer. Em grande parte da sociedade, esse tipo de serviço soa como um custo a mais, contudo, o velho ditado "prevenir é melhor que remediar" se enquadra muito bem nessa situação. 
A "falsa sensação de segurança" pode realmente se tornar efetiva, desde que essa prevenção seja elaborada e monitorada por profissionais capacitados, seguindo as normas definidas para a manutenção, pois não podemos semear mais a cultura do improviso. Em algumas cidades, o acompanhamento de profissionais habilitados e capacitados em manutenções periódicas já é lei, e, em outros casos, seguradoras tentam semear a cultura de prevenção, a fim de diminuir os riscos aos segurados e diminuir os custos com seguros.

Eng. Civil Gilberto Guilhen

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