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12/12/2016
Gustavo Nakao - Amor pela sétima arte
Jovem cineasta londrinense conta como foi participar do maior festival de cinema do mundo

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Morador da região da Gleba Palhano, Guilherme Nakao é uma jovem revelação da pequena, mas criativa cena cinematográfica londrinense. Com apenas 21 anos, já participou da Mostra Short Film Corner do Festival de Cannes deste ano, com o filme "O canto do claustro". A produção contou com um orçamento baixíssimo, de apenas R$500,00. Além de Nakao, o curta-metragem é de autoria de Lucas Meyer e Luciano Albuquerque; os três são sócios da produtora Muvk.
Gustavo conta que o filme foi produzido com a participação de diversos amigos; por isso, o orçamento foi pequeno. "Nem foi preciso fazer um financiamento coletivo, pois contamos com a ajuda de muita gente que já conhecíamos. Algumas amigas me ajudaram com a maquiagem, outros amigos na produção e assim fizemos 'O canto do claustro'". 
Além da participação no Festival de Cannes, o jovem cineasta foi premiado no Expocom Sul e Expocom Nacional, na categoria melhor ficção, e no Festival Kinoarte de 2015 com o prêmio de melhor filme escolhido pelo júri com o filme Junie. Neste ano, no mesmo festival, venceu como melhor filme pelo júri popular com "O canto do claustro". Gustavo Nakao recebeu o Jornal da Gleba em seu escritório para esta entrevista: 

Jornal da Gleba - "O conto do claustro" foi gravado em Rolândia e Londrina, mais precisamente na Gleba Palhano. Por quê? 
Gustavo Nakao - Depois que comecei a trabalhar com cinema, fiquei mais atento aos lugares que frequento, é impossível não ficar sensível às cores, à arquitetura, às pessoas que formam a paisagem. O azul refletido pelos edifícios espelhados da Avenida Ayrton Senna sempre me chamaram a atenção, combinando perfeitamente com a emoção que eu queria passar em uma cena desse filme. 

JG - "O conto do claustro" fala sobre o quê? 
GN - O filme trata de questões ligadas à depressão e à ansiedade. Hoje, muitos jovens, incluindo amigos próximos, já passaram por transtornos de ansiedade e depressão. "O conto do claustro" é um filme denso, em que as pessoas se identificam e se compreendem. 

JG - Como foi receber a notícia de que o seu filme havia sido selecionado para o Festival de Cannes?
GN - Estava em uma reunião com meus dois sócios, olhei o tablet e vi que tinha um  e-mail em francês, mas não dei muita bola. Quando a reunião acabou, olhei de novo, mas a ficha não caiu, só fui ter a dimensão de tudo quando estava lá. 

JG - E como foi participar do Festival de Cannes?
GN - Participamos da mostra Short Film Corner, que prestigia os melhores curtas escolhidos pelo júri, mas é paralela à Mostra Competitiva. Para mim, só o fato de ter participado dessa mostra foi uma honra muito grande. Fiquei dez dias por lá com meus sócios. Por toda a cidade era possível encontrar diretores estrangeiros que admiro e estrelas de Hollywood.

 JG - Que conselho você daria para alguém que quer enveredar pela sétima arte?
GN - É não ter vergonha de tentar.  Hoje é possível fazer um pequeno filme com um celular e alguns softwares de edição. 
Também é preciso estudar, eu sou aluno de jornalismo na UEL, mas em paralelo participo rotineiramente de cursos e oficinas de cinema, em centros maiores, que são referências nessa área, como Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo. 

Rafael Montagnini

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