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14/11/2016
Luciano Pagliarini - um campeão das bikes
Ciclista profissional, Luciano Pagliarini relembra seus tempos entre os melhores do mundo

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A história de todo campeão tem um ponto de partida, do qual se lança para uma bem-sucedida carreira profissional. Alguns são influenciados pelos pais desde criança; outros, de origem humilde, vislumbram no esporte uma oportunidade de ascensão social e há ainda aqueles que querem vencer um trauma, entre tantas outras motivações. No caso do ciclista de estrada Luciano Pagliarini, 38 anos, tudo começou com uma bicicleta mountain bike que seu pai ganhou em uma rifa.  
Na época, Luciano era um adolescente que não andava bem na escola. Como ele mesmo define esse período: "Não é que não gostasse de estudar, mas a forma como o conteúdo era passado não me prendia".  E com aquela bicicleta da rifa Luciano começou a ganhar seus primeiros campeonatos regionais. 
Rapidamente começou a se destacar em provas nacionais e, aos 18 anos, foi convidado a correr na Europa, mais precisamente na Itália, meca do ciclismo internacional. Morou lá por 12 anos e correu em 72 países ao redor do mundo, representando algumas das melhores equipes de ciclismo da Europa. Como atleta participou das Olimpíadas de Atenas, em 2004, e de Pequim, em 2008. Agora, em 2016, fez parte da equipe de comentaristas da tevê Globo, durante as Olimpíadas do Rio, que incluiu ainda outros campeões como Guga, Gustavo Borges, Daiane dos Santos, Hortência, formando o que a emissora anunciou como "equipe de ouro".  
Hoje, aposentado, mora em Londrina, na região da Gleba Palhano. Recebeu o Jornal da Gleba em sua loja de bicicletas. 

Jornal da Gleba - Depois de tantos anos morando na Europa por que voltar a Londrina?
Luciano Pagliarini - Sou apaixonado por Londrina. Sempre soube que quando minha carreira acabasse eu voltaria para cá, sou pé-vermelho com orgulho. Hoje, só volto para Europa a passeio. 

JG - Você é considerado um dos nomes mais importantes do ciclismo brasileiro. São mais de 300 vitórias em provas disputadas em todos os continentes. Qual foi a mais importante de todas? 
LP - Foi em 2007, durante uma das etapas da Eneco Tour (corrida anual de ciclismo de estrada disputada na Bélgica, Holanda e Luxemburgo, que faz parte da UCI World Tour). Vencer uma prova como essa é o mesmo que ganhar uma jogo do circuito do Grand Slam no tênis. Sou o único brasileiro a conquistar esse feito. 

JG - O que é preciso para ser um campeão de um esporte de alto rendimento? E quando vai aparecer outro ciclista brasileiro com o destaque que você teve? 
LP - Foco, treinamento e dedicação. Há um abismo entre o treinamento que se tem na Europa e aqui. Por isso, não posso responder a essa pergunta.  

JG -  Como morador da Gleba Palhano,  qual a sua opinião sobre as ciclovias e ciclofaixas que foram construídas nas avenidas Ayrton Senna e Madre Leônia Milito? 
LP - Quanto mais espaços para bicicletas, melhor para a cidade. A ciclovia da Avenida Ayrton Senna ficou boa, ajuda o pessoal dos prédios a descer e a subir a avenida com segurança. A ciclofaixa da Avenida Madre Leônia não está concluída, preciso ver como ficará depois de pronta. Não sei se o local é seguro, pois ali era o canteiro central, um local mais alto que o asfalto; em uma eventual queda, o ciclista pode parar entre os carros. 

Rafael Montagnini

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