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10/10/2016
Nova ciclovia na Gleba Palhano
Trecho ligará as avenidas Madre Leônia e Ayrton Senna

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Andar de bicicleta em Londrina não é fácil. Dos 2 mil quilômetros de vias asfaltadas, apenas 33 quilômetros têm espaços destinados aos ciclistas. Assim como no resto da cidade, os ciclistas da Gleba Palhano e dos bairros próximos também não contam com grandes extensões de ciclofaixas, os percursos voltados exclusivamente para os ciclistas, onde há uma separação física isolando os ciclistas dos demais veículos, e de ciclovias, as faixas pintadas na rua ou avenida, reservadas aos ciclistas. Nesse caso, como ocorre com as demais sinalizações horizontais, o tráfego de automóveis é permitido em diversas situações.
Os únicos trechos exclusivos para os ciclistas estão nos arredores do Lago Igapó 2 e nas duas pistas da Avenida Ayrton Senna, que em breve serão conectadas à ciclovia da Avenida Madre Leônia Milito. 
Esse novo trecho terá um quilômetro de extensão e começará próximo à rotatória da Higienópolis, terminando na rotatória da  Ayrton Senna.  O trecho que está sendo construído faz parte da Rede Cicloviária de Londrina, mas não utiliza recursos do Poder Público. A obra está sendo bancada pela iniciativa privada como medida mitigadora, quando há uma compensação de um impacto causado por um empreendimento, neste caso um hospital que está sendo construído nessa mesma área da cidade. 
Cristiane Biazzono Dutra, gerente de trânsito do IPPUL, explica que, ao contrário do que acontece na Avenida Ayrton Senna, a ciclovia da Avenida Madre Leônia Milito passará pelo canteiro que divide as pistas. Toda a extensão da ciclovia será pintada de vermelho, com sinalização vertical e horizontal indicando o uso exclusivo para bicicletas. Além disso, o executor da obra deixará três faixas gramadas.  "Como não havia espaços sobrando nessa via, foi preciso utilizar o canteiro central; dessa maneira, o ciclista fica bem protegido dos perigos do alto fluxo de trânsito", explicou Dutra. 
Mesmo com aumento de ciclovias nos últimos anos, ainda é pequeno o número de ciclistas que utilizam a bicicleta como meio de transporte, para ir e voltar do trabalho, por exemplo. Em Londrina, somente 4% do trânsito da cidade é formado por ciclistas. 
A gerente de trânsito do IPPUL aponta que um número aceitável para esse porcentual deveria estar entre 8% e 10%. "Existe uma recomendação do Governo Federal para que os municípios melhorem a mobilidade urbana, e as ciclovias estão nesse pacote. Quanto mais trechos forem construídos, mais a população fica estimulada a usar a bicicleta, um meio de transporte barato, que ocupa pouco espaço no trânsito, não polui e faz bem a saúde", acrescentou.  
Além dos benefícios apontados por Dutra, novas áreas como essa também fazem bem para os negócios. É o caso do empresário Gustavo Orasmo, sócio-proprietário da EcoBike Courier, empresa especializada em entregas por meio de bicicletas: "Quanto mais trechos de ciclovias e ciclofaixas existirem na cidade, melhor para o meio ambiente, para os ciclistas e para as empresas que se preocupam com a responsabilidade social, como é o nosso caso", finaliza Orasmo. 

Rafael Montagnini

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