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14/08/2016
Nova sinalização para a Gleba Palhano
Projeto urbanístico prevê melhorias no trânsito e na sinalização das ruas da Gleba Palhano

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Imagens ilustrativa - Cruzamento da Rua JoãoWyclif  com Rua Caracas

A Gleba Palhano é um dos bairros mais jovens da cidade, por isso, é natural que muitos visitantes ainda não estejam familiarizados com as nossas vias. Quem também enfrenta esse problema diariamente são os trabalhadores que precisam fazer entregas por aqui. Além da falta de estacionamento, a Gleba Palhano tem poucas esquinas com placas indicando os nomes de ruas e avenidas. 
Convidados pelo ConGP, conselho que representa os prédios do bairro, um grupo de três arquitetos está estudando maneiras de melhorar a sinalização de todas as ruas da Gleba Palhano. De acordo com o arquiteto Diogo Esperandio, o problema pode ser resolvido facilmente com uma parceria entre o Poder Público e o ConGP. O município se responsabilizaria pela instalação dos mastros metálicos e o conselho do bairro pagaria a confecção das placas. 
O arquiteto explica que não existe um padrão de placa de endereço exigido pelo município. "Como não é preciso seguir um modelo fixo, vamos criar algo personalizado para a Gleba Palhano. Além da estética, nossa preocupação principal é que as informações contidas na placas sejam visíveis a uma boa distância. Afora o nome do logradouro, a numeração e o CEP também estarão presentes na nova sinalização", disse Esperandio. 
Outro aspecto estudado pelos arquitetos são as minirrotatórias instaladas na Gleba Palhano, em 2015. Além das três grandes rotatórias da Avenida Ayrton Senna da Silva, o bairro possui mais seis pequenas rotatórias, justamente em cruzamentos que apresentavam altos índices de acidentes. 
De acordo com informações obtidas pelo Jornal da Gleba, essas rotatórias foram instaladas de forma improvisada, contando apenas com tachões, olhos de gatos e pintura horizontal, devido à falta de recursos da prefeitura.
Fabiana Mendes, outra arquiteta que participa do projeto de revitalização das ruas do bairro, explica que as minirrotatórias, do jeito que foram instaladas, não estão servindo ao propósito de diminuir a velocidade e os acidentes nesses locais. "Encontramos diversos problemas, um deles é que os motociclistas passam pelo meio dessas rotatórias. Outro aspecto analisado é que algumas delas estão com as dimensões incorretas, são grandes ou pequenas demais para a rua. Outra dificuldade ainda é a falta de visibilidade nos locais", explicou Fabiana. 
Segundo o grupo de arquitetos, o projeto de revitalização das minirrotatórias está seguindo todas as exigências impostas pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina  (IPPUL). O modelo de rotatória escolhido pelos arquitetos é muito parecido com os existentes na Europa, com um pequena elevação de cinco centímetros de concreto armado na parte exterior, sinalização horizontal refletiva, e vegetação no meio da rotatória (foto). 
Os arquitetos farão a apresentação desses projetos na próxima reunião do ConGP, que acontece na segunda terça-feira do mês de agosto. 

Rafael Montagnini

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