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18/07/2016
Bairro vigiado
Novo projeto de segurança pretende instalar câmeras de monitoramento por todo o bairro

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A Gleba Palhano está bem longe de ser um dos bairros mais violentos da cidade, o que não quer dizer que a violência não atinja os moradores daqui. É comum, nas reuniões do Conselho de Condomínios Residenciais da Gleba Palhano, 
ConGP, moradores relatarem casos de furtos, roubos, assaltos à mão armada, sequestros relâmpagos, tráfico de drogas e outros tipos de crimes.  
Há anos o ConGP tenta implantar no bairro um sistema de segurança privada, mas todos os planos esbarraram na burocracia oficial e na falta de interesse da ampla maioria dos moradores da Gleba Palhano. Nos últimos meses, no entanto, o tema voltou a ser discutido na reunião mensal do conselho, quando foi proposta a instalação de 32 câmeras de monitoramento nas ruas da Gleba Palhano e em seus arredores, passando pelas Avenidas Madre Leônia Milito, Ayrton Senna e Higienópolis. As imagens seriam enviadas à Guarda Municipal, no GGIM, Gabinete de Gestão Integrada Municipal, localizado na Avenida Duque de Caixas, antiga sede da União Londrinense dos Estudantes Secundaristas - ULES. 
O projeto é de Alexandre Saito, morador da Gleba Palhano, especialista em segurança privada e prestador de serviços voluntários na Guarda Muncipal. Durante a reunião de abril do ConGP, a ideia foi apresentada e referendada pelo conselho. 
De acordo com Saito, todo o projeto custará 11 milhões de reais, que serão pagos ao longo dos próximos anos. "Serão três etapas: construção da GGIM, instalação das câmeras e, depois, a conexão da fibra óptica. Tudo será dividido entre comunidade, empresas, associações, bancos, e quem mais quiser colaborar. As câmeras previstas para o projeto são de última geração e possuem capacidade de registrar zoom de três mil metros. Além disso, os softwares, a serem instalados nos computadores da GGIM, serão capazes de fazer leitura facial e de registrar placas de automóveis", explica Saito. 
A Guarda Municipal vê de forma favorável a iniciativa. O Secretário Municipal de Defesa, Coronel Rubens Guimarães, afirma que o projeto é bom, mas aguarda a aprovação da procuradoria e a análise do prefeito para que a Guarda Municipal se pronuncie.
Um dos entusiastas do projeto é o advogado Marcus Ginez, coordenador de assuntos urbanísticos do ConGP, para ele o projeto é vital para o bairro. "Não podemos esperar que o Poder Público faça tudo por nós, se todos os 75 prédios participarem teremos um bairro muito mais seguro". Ginez explica que o projeto é pioneiro e poderá ser estendido para outros bairros. "Esse é um projeto novo, a comunidade doa os equipamentos e a Guarda Municipal ganha mais eficiência de vigilância. Esse modelo poderá ser replicado por todos os bairros da cidade, incluindo os mais humildes, pois só teriam de comprar as câmeras de segurança. Toda infraestrutura será bancada nessa primeira fase do projeto", finaliza. 

Rafael Montagnini

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