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17/05/2016
Estacionar na Gleba torna-se cada dia mais difícil
Especialista aponta medidas para amenizar o problema da falta de estacionamento

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Quem precisa estacionar qualquer tipo de veículo na Gleba Palhano necessita também de uma dose extra de tempo e calma. Não há uma única rua do bairro em que o motorista encontre uma vaga rapidamente. Em muitos casos, relatados ao Jornal da Gleba, os motoristas gastam entre 15 e 30 minutos para conseguir estacionar. 
A maioria imensa das ruas da Gleba Palhano não tem vagas de estacionamento dos dois lados da via. Isso faz com que muitos condutores não tenham outra opção a não ser parar em fila dupla, ou estacionar em local proibido.  Até mesmo uma praça pública, entre as Ruas Aurora Satler Rosa e Eurico Hummig, está sendo utilizada como estacionamento (foto), deteriorando ainda mais o local. 
Mas por que isso acontece em um bairro tão jovem? Faltou planejamento urbano? O que fazer agora? 
Para o arquiteto e urbanista Humberto Marques de Carvalho, esse é um problema para o qual não existe solução definitiva; contudo, pequenas medidas podem amenizar a falta de vagas de estacionamento no bairro. "Isso não acontece somente na Gleba Palhano, ou no centro da cidade, esse cenário é algo comum em cidades de médio e grande porte", explica. 
De acordo com o urbanista, as ruas e avenidas foram construídas seguindo as normas do plano diretor de Londrina; portanto, sem qualquer irregularidade. Ele aponta uma diferença crucial entre o bairro e a zona central: "No centro, temos uma rede de estacionamentos privados, o que diminui a concentração de carros estacionados nas vias públicas. Na Gleba Palhano, o número desses estabelecimentos é pequeno". Em todo o bairro encontramos apenas três locais que oferecem vagas rotativas ou mensalistas. Todos estão localizados na Avenida Ayrton Senna e cobram R$230,00, em média a mensalidade. 
Cibele Kowalski, arquiteta e moradora do bairro, concorda com o colega de profissão. Para ela, pesa o fato de a Gleba Palhano estar se transformando em um bairro comercial, isso faz com que muitas pessoas de outras regiões venham trabalhar aqui. Como consequência, o tráfego de veículos se intensifica. "Tenho sorte de morar e trabalhar aqui, não preciso usar o carro. Mas quem precisa não encontra muitas opções, a não ser a de vir de carro ou motocicleta. Quem opta por vir para cá usando o transporte público encontra apenas duas linhas de ônibus, isso é muito pouco para um bairro tão importante como a Gleba Palhano", diz a arquiteta. 
Outra medida defendida pelo urbanista Humberto Marques de Carvalho é o reestudo de toda a malha viária da Gleba Palhano pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL).  "Talvez, algumas ruas do bairro possam ter estacionamentos diagonais, ao invés dos verticais, que ocupam mais espaço. Além disso, as vagas não podem ser ocupadas o dia todo pelo mesmo veículo, quem sabe já está na hora de discutir a instalação da Zona Azul. Só um estudo poderia determinar se essas ideias são viáveis e o IPPUL tem toda a competência para isso", finaliza Humberto. 

Rafael Montagnini

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