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15/04/2016
Gauchinho, o maior goleador do Londrina Esporte Clube
Antero Bombassaro, o Gauchinho, recorda momentos marcantes com a camisa alviceleste

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Com 78 anos muito bem vividos, Antero Bombassaro, mais conhecido pelo apelido de Gauchinho, é o maior artilheiro da história do Londrina Esporte Clube. De acordo com as contas do ex-jogador, ele balançou as redes dos adversários do Tubarão 303 vezes. Apesar do apelido, o ex-jogador é natural de Santa Catarina, mas veio para o Paraná ainda menino, acompanhar o pai que era comerciante.  
Ao todo, foram doze temporadas defendendo o time da cidade e um título conquistado, o Paranaense, de 1962, primeiro ano de Gauchinho no clube. 
Além do Londrina, Gauchinho também jogou pelo Olaria (RJ), Nacional de Rolândia, Apucarana, Grêmio Maringá e Prudentina (SP). Quando pendurou as chuteiras, ingressou na Receita Estadual, onde trabalhou até se aposentar. 
Atualmente, vive em um confortável apartamento na Gleba Palhano, onde recebeu a nossa reportagem para esta entrevista. 

Jornal da Gleba - Qual é a sensação de ser considerado o maior artilheiro do LEC?
Antero Bombassaro - Essa quantidade de gols que fiz aqui me envaidece muito. Só no Londrina foram 303 gols. Fazer essa quantidade de gols em apenas um time é muito raro. 

JG - Todo artilheiro tem um "garçom" que passa a bola para o arremate final, quem foi esse jogador para o senhor?
AB - Joguei com muita gente boa nos clubes pelos quais passei, mas, no Londrina, posso destacar três "garçons": o Paulinho, meia-esquerda; o atacante Paulo Vechio, e o Chinezinho, que jogava de ponta-esquerda. Além de bom jogador, ele era um grande velocista, o maior que já vi. 

JG - O senhor jogou contra o Pelé? Foi especial?
AB - Joguei contra o Pelé na época em que fui emprestado para o Prudentina (SP), em 1967. Na hora, não senti nada, quando se é profissional você nem liga se é o Pelé ou um jogador comum que está do outro lado. Você quer ganhar e só. 

JG - Como o senhor veio parar no Londrina Esporte Clube?
AB - Depois de ter passado pelo juvenil do Olaria (RJ), fui jogar no Apucarana. Em seguida, fui para o Nacional de Rolândia, lá eu joguei de 1956 até 1961. Nessa época, fui convocado pela primeira vez para a seleção do Paraná. Aí, o Londrina ficou interessado em mim e cheguei aqui para disputar o estadual de 1962. Nesse mesmo ano fomos campeões, nosso time era muito bom. 

JG - Qual foi o melhor time em que o senhor jogou?
AB - Foi, sem dúvida, o Londrina de 1962.  Marcamos 64 gols, eu fiz 18 gols nessa campanha. Ganhamos o triangular contra a Cambaraense e o Coritiba.

JG - O que o senhor pensa da nova fase do Londrina?
AB - Depois de muitos anos precisando de um gestor apareceu o Sérgio Maluceli, ele trouxe a experiência que havia tido no Irati e implantou aqui. O trabalho começou do nada, nem o Paranaense o Londrina tinha condições de jogar e olha onde estamos agora. Futebol é organização. 

JG - O senhor ainda gosta de futebol?
AB - Sou apaixonado por futebol, vejo todos os jogos que eu consigo, assisto principalmente os campeonatos europeus, nos quais estão os melhores jogadores do mundo. 

JG - O senhor já foi homenageado pelo LEC?
AB - Não, nunca. Mas a torcida Falange Azul fez uma bandeira com o meu rosto, fiquei muito feliz. 

Rafael Montagnini

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