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20/10/2015
Diploma de gastronomia
Em Londrina, cursos superiores proporcionam base firme para quem deseja ser um chef e até mesmo abrir o próprio negócio

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Em tempos de programas televisivos que se propõem a mostrar a difícil missão de um cozinheiro, a gastronomia ganha destaque e mostra ser bem mais complexa do que um simples hobby. Em Londrina, os entusiastas da cozinha que querem se tornar profissionais têm à disposição dois cursos superiores voltados especialmente para a área.
Na Unopar, o curso superior de Tecnologia em Gastronomia tem duração de dois anos, com 90% da carga horária focada na prática. Durante o curso, o aluno é apresentado a diversos aspectos do universo gastronômico, com o objetivo de obter uma visão de vários detalhes do funcionamento de uma cozinha.
Para Marilsa Santini, coordenadora do curso da Unopar, formar chefs de cozinha é um dos objetivos da graduação; porém, ela destaca que essa é apenas uma das possibilidades na carreira de um gastrônomo. "O graduado pode ser um chef, mas também atuar em outras áreas, como no gerenciamento de alimentos e bebidas, e até mesmo na área acadêmica, como professor", ressalta Marilsa.
Já de acordo com a coordenadora do curso de Tecnologia em Gastronomia da Unifil, Cláudia Oliveira, o cenário da gastronomia em Londrina tem registrado um aumento na demanda por profissionais com formação superior. "Nossos alunos são até mesmo procurados por restaurantes que desejam treiná-los desde a graduação", conta Cláudia, que destaca o fato de a gastronomia estar ganhando espaço diante de algumas profissões que têm saturado o mercado.
Segundo a coordenadora, o que diferencia a graduação oferecida pelas faculdades de outros cursos voltados à gastronomia é o fato de o curso superior oferecer um aprofundamento maior em vários aspectos da área, propiciando bases teóricas e muita prática, além da constante avaliação de profissionais. Entre as disciplinas teóricas apresentadas durante os dois anos de curso estão noções de legislação sanitária, administração, empreendedorismo e francês aplicado à gastronomia.
Para o chef londrinense Eduardo Hatada, de 45 anos, a graduação foi essencial para o sucesso na profissão. "Morei 15 anos no Japão e viajei muito pela Ásia, conhecendo diversas receitas, o que despertou meu interesse pela gastronomia", conta Eduardo."Quando voltei ao Brasil, abri um bar em Curitiba, mas não deu certo, porque não tinha o conhecimento necessário", diz.
Em 2010, Eduardo iniciou a graduação em gastronomia na Unopar, com a intenção de aperfeiçoar seus conhecimentos. Logo em seguida, abriu o próprio restaurante, focado na culinária da Tailândia, país que ainda visita com frequência. "Sem a graduação eu não teria noção de como atender um restaurante e gerenciar tantos aspectos, como organização, etapas de preparo dos pratos, horários, entre outras coisas que a faculdade oferece", conta Eduardo, que desde 2011 emprega outros quatro gastrônomos em seu restaurante.

Fernando Bianchi

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