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20/10/2015
Guarda-roupa personalizado
Guarda-roupa de acordo com a vida da gente

Roupas bonitas não significam, necessariamente, roupas certas para nossas vidas, já percebeu? Entender certinho como funciona seu estilo de vida é primordial para a construção de um armário inteligente e, de quebra, para nos livrar da cilada de comprar peças lindas e caras e depois não usar. Afinal, a vida que levamos é fruto das opções que fazemos e, portanto, a escolha das roupas tem de estar alinhada com o projeto de vida que decidimos construir, entende?
Mas ter uma identidade visual forte e coerente não significa estar uniformizada todos os dias (que tédio seria!), mas também não significa ter as roupas mais fantásticas do mundo que não saem de dentro do armário. Ninguém precisa ter um armário sem graça. É perfeitamente possível unir as mensagens essenciais que se deseja transmitir com a formalidade que cada ambiente exige, sabia?Além de fazer o olho brilhar, a roupa que queremos comprar tem de ser funcional para a vida que temos. O contrário também é verdadeiro: não compramos roupas funcionais apenas porque são funcionais - tem de fazer o olho brilhar. É preciso paixão e amor. 
No fim das contas, um bom guarda-roupa é aquele que tem um monte de coisas lindas, de acordo com seu referencial de beleza, e que combinam de verdade com a vida que você leva. Muitas mulheres têm um guarda-roupa enorme, mas não conseguem se livrar da sensação de não ter nada para vestir. Toda manhã, vestir-se é complicado e, para facilitar a vida, acabam optando pelas mesmas cinco ou seis peças.
Um dos problemas é que muita gente compra roupa para a vida que sonha ter ou para quem pensa ser e não para quem é e para a vida que vive. Olha só: se uma mulher executiva trabalha oito horas por dia com dresscode rígido, faz todo sentido que o armário dela tenha mais opções de roupas para trabalhar do que roupas para a balada ou de fim de semana, entende? A quantidade de roupa que temos para as atividades que cumprimos (lazer, missa, trabalho etc.) deve ser proporcional ao tempo que dedicamos a cada uma delas.
Outro problema é não se dar conta de que, assim como nós, o armário é dinâmico. Portanto, se uma mulher ganha um bebê, o armário precisará se ajustar e ter roupas adequadas para uma mamãe. Se uma mulher muda drasticamente de carreira, o armário tem de acompanhar. Enfim, as demandas novas que criamos podem exigir novas roupas. Se o armário não acompanhar, ele perde sua razão, percebe? 
Facilitar o relacionamento que cada uma tem com o próprio armário significa comprar melhor. E, para que isso aconteça com fluidez, é preciso olhar para si mesma e abraçar o projeto de vida que cada uma de nós escolheu como seu. Assim, ao abrir o guarda-roupa, você terá a felicidade de só encontrar peças que a representam e que lhe permitem viver bem.

Gabriela Favoreto - Consultora de Imagem e Estilo 

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