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08/09/2015
Mais segurança e economia nas portarias da Gleba Palhano
Essas são as principais vantagens que estão levando cada vez mais edifícios residenciais a aderir à tecnologia da portaria remota

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Não é segredo para ninguém que a crise financeira atingiu todos os setores e que a ordem agora é cortar gastos. Muitos condomínios, que possuíam porteiros 24 horas, abriram mão do serviço, a fim de economizar com a folha de pagamento. No entanto, uma novidade que promete reduzir as despesas sem comprometer a comodidade e a segurança dos moradores é a portaria remota.
O sistema funciona da seguinte forma: quando um visitante chega ao prédio e toca o interfone, a chamada é redirecionada para uma central, na qual o funcionário atende e entra em contato com o morador que irá ou não autorizar a entrada. A diferença é que, nesse caso, o porteiro não se encontra na guarita, e sim a quilômetros de distância, em frente a monitores, a partir dos quais um mesmo funcionário é capaz de gerenciar até quatro condomínios ao mesmo tempo.
"A redução ocorre devido à diminuição de funcionários", explica Ricardo Rennó, proprietário da Porter Londrina, empresa que oferece o serviço de portaria remota na cidade. Rennó ainda calcula que, com a implementação da portaria remota, a economia pode chegar, em alguns casos, a até 50% na taxa do condomínio. No entanto, ele destaca que o principal objetivo da portaria à distância é, na verdade, aumentar a segurança: "Hoje, todo mundo olha a redução de custos, é o que mais atrai. A nossa ideia sempre foi vender o aumento da segurança. A portaria remota é mais segura que a presencial, porque existem duas situações: na presencial, o porteiro pode ser rendido; alguém chega, coloca uma arma no porteiro, e o porteiro tem de abrir a porta do condomínio. Então, tiramos o porteiro desse risco. E também porque o processo é totalmente auditado. Está tudo gravado. Assim, consigo dizer para você que não tem jeitinho. Como nós gravamos tudo, os atendentes sabem que tudo isso é entregue para o condomínio, para o síndico, sempre que ele pede".
A segurança foi um dos principais motivos que fizeram com que os moradores do Quinta da Boa Vista VI optassem por esse sistema, conforme explica Edson Rosário, que é síndico profissional no condomínio: "Notamos que os funcionários depois de um determinado tempo criavam vícios, e esses vícios prejudicavam a segurança do condomínio. Por exemplo, os porteiros deixavam entrar livremente alguns entregadores que já tinham o hábito de frequentar o condomínio. Criamos uma regra: os fornecedores, os entregadores, não poderiam, de preferência, ir além da portaria. Isso com o porteiro presencial não acontecia."
O custo para a implementação da portaria remota, segundo Rennó, é, em média, de 12 mil reais, mas pode variar de acordo com os equipamentos de segurança e monitoramento que precisam ser instalados.
Para Rosário, a experiência tem sido a melhor possível e a aceitação dos moradores também. "No início, houve uma estranheza, porque o fato de você não ter o porteiro presencial cria uma certa insegurança. Contudo, a portaria remota vai dando essa segurança no decorrer do processo. Vamos completar um ano agora em novembro (com a portaria remota); se for feita uma pesquisa de opinião geral, vamos ter em torno de 90% de aceitação da portaria. Não sou contra", finaliza, "o porteiro presente em um edifício, mas, se é para melhorar, está aí o sistema de portaria remota, que veio para ficar."

Carol Ferezini

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