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08/09/2015
Júlio Ernesto Bahr, o "fuçador"
Publicitário, blogueiro, colunista e escritor; as mil atividades de Júlio Ernesto Bahr

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Aos setenta e quatro anos, o publicitário Júlio Ernesto Bahr define-se como um 'fuçador', alguém que, mesmo aposentado, não para de se meter em novos projetos, encrencas e debates. Júlio é paulistano da gema, filho de imigrantes austríacos judeus, que conseguiram fugir do holocausto da Segunda Guerra Mundial, e fez parte da primeira instituição de ensino dedicada à publicidade do Brasil, atual ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing). 
Depois disso, passou por diversas empresas de comunicação até conseguir ter a sua própria agência de publicidade na capital paulista. Com a aposentadoria, Júlio resolveu ficar mais próximo dos filhos que já moravam fora de São Paulo. Por isso, quis o destino que, em 2004, Júlio Ernesto Bahr fixasse residência na Pequena Londres. "Considero-me londrinense. Gosto muito da cidade, por isso, quero vê-la bem. Dou meus palpites sobre diversos temas ligados à vida social de Londrina; faço isso por meio dos meus blogs, e também por meio de uma coluna em um jornal da região".  
Atualmente, ocupa a cadeira 33 da Academia de Letras, Ciências e Artes de Londrina, onde é também diretor de comunicações. No último dia 4 de setembro, lançou seu segundo livro de contos "Tia Belinha e a grande cartada", e conversou com o Jornal da Gleba sobre esse lançamento e suas outras atividades.  

Jornal da Gleba - De onde veio seu apreço pela literatura?
Júlio Ernesto Bahr - Gosto muito de escrever. Além do meu primeiro livro de contos (Encontro na barca), já tive contos premiados em alguns concursos de diferentes estados.  Guardo todos os contos que escrevo. Este livro, "Tia Belinha e a grande cartada", que acabei de lançar por meio do Promic (Programa Municipal de Incentivo a Cultura), é a coletânea dos meus contos mais recentes. Trato de muitos assuntos nesse livro, alguns polêmicos, outros nem tanto. O livro será distribuído gratuitamente para quem se interessar. 

JG - Quando começou a trabalhar com publicidade?
JEB - Comecei em 1957. Pude trabalhar em todos os setores da publicidade. Passei por agências, por uma grande empresa de móveis, também trabalhei para a Siemens até montar a minha própria agência de publicidade, em 1963. Atendi mais de cem empresas nacionais e internacionais até o encerramento das atividades, em 2004. 

JG - O senhor tem o blog "Publicidade, prazer em conhecer". Qual a sua avaliação sobre essa área hoje em dia?
JEB - A publicidade evoluiu muito em tecnologia. Hoje, você consegue fazer uma peça publicitária em uma velocidade muito maior do que no passado. No meu tempo tudo era feito na prancheta. Por outro lado, vejo que falta conteúdo aos novos profissionais, faltam textos criativos e escritos de forma correta. 

JG - Além do blog sobre publicidade, o senhor também escreve sobre política em jornais da região. Como o senhor enxerga o cenário político atual?
JEB - Recentemente, escrevi que o melhor para o país seria que a nossa presidente se demitisse, seu índice de popularidade está em oito por cento, e deve cair ainda mais, esse é o menor índice alcançado por um presidente desde que a pesquisa passou a ser feita. No Congresso Nacional, o partido do governo está se esfacelando. Se não houver governabilidade daqui para frente, a inflação vai aumentar e a situação do país vai piorar muito. 

JG - Onde o senhor pretende "fuçar" futuramente?
JEB - Tenho outro livro pronto sobre a história das artes gráficas da publicidade antes da era do computador. Estou ainda procurando uma forma de publicá-lo. 

Rafael Montagnini

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